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Correio da Manhã

Política
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Chega exige a Costa que "peça desculpa" aos portugueses. Primeiro-ministro defende áreas sob tutela do MAI

Sobre incêndios, Costa referiu que, nos últimos três anos, a redução da área ardida e de fogos foi "a maior da última década".
Lusa 21 de Julho de 2021 às 17:30
António Costa
António Costa FOTO: Mariline Alves
O deputado único do Chega exigiu esta quarta-feira ao primeiro-ministro que peça desculpa aos portugueses, com António Costa a acusar André Ventura de "absoluto desconhecimento" da realidade e a defender os números na área da segurança interna e dos incêndios.

Na primeira ronda de perguntas ao primeiro-ministro, no debate do estado da nação no parlamento, a última discussão política da sessão legislativa, Ventura centrou muitos dos ataques no ministro da Administração Interna, dizendo que Eduardo Cabrita estava esta quarta-feira "tão fora da bancada que quase está nas escadas à espera que alguém lhe tire o lugar".

"Não deixa de ser lamentável que o primeiro-ministro venha a esta casa dizer que está tudo bem neste país e a líder parlamentar do PS a bater palmas. O país deve estar atónito com o que está a fazer, devia estar a pedir desculpas por ter falhado na missão de proteger os portugueses e a economia", desafiou.

O líder do Chega criticou o ministro Eduardo Cabrita pelo valor do subsídio de risco, 80 euros, para as forças de segurança "depois de vinte anos de luta" e invocou incidentes recentes em Reguengos de Monsaraz para desafiar António Costa a dizer "que há hoje um problema com a comunidade cigana" (que não teve resposta).

"Todos lhe pedem que este homem deixe de ser ministro da Administração Interna. Eu sei que lhe dá jeito, porque enquanto atacam o MAI ou a ministra da Justiça, o senhor primeiro-ministro foge como um para-raios aos ataques de que está a ser alvo", afirmou.

António Costa aproveitou esta frase para acusar André Ventura de desconhecimento: "Nunca vi um para-raios a fugir, percebemos assim a sua adesão à realidade", ironizou.

"Eu sei que o senhor deputado preferiria que geríssemos esta crise como o PSD geriu a anterior e o senhor era militante do PSD. Se há alguém que tem de pedir desculpas é Vossa Excelência pelo absoluto desconhecimento do que diz", criticou.

O primeiro-ministro, sem se referir diretamente a Eduardo Cabrita, fez questão de trazer ao debate com o líder do Chega alguns números sobre áreas tuteladas pelo MAI.

"Em matéria de segurança, Portugal era em 2015 o 11.º país mais seguro do mundo, hoje é o quarto", afirmou, exaltando também os dados dos últimos Relatórios Anuais de Segurança Interna.

Sobre incêndios, Costa referiu que, nos últimos três anos, a redução da área ardida e de fogos foi "a maior da última década".

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