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Correio da Manhã

Política
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Chega mantém-se contra novo estado de emergência e "restrições absurdas"

André Ventura diz que medidas "em nada vão ajudar a resolver o problema".
Lusa 12 de Janeiro de 2021 às 20:50
André Ventura
André Ventura FOTO: Direitos Reservados
O deputado único e presidente do Chega declarou hoje que o seu partido vai manter o voto contra a declaração de um novo estado de emergência em Portugal devido à pandemia de covid-19.

André Ventura assumiu o seu sentido de voto para a sessão plenária de quarta-feira na Assembleia da República através de uma declaração gravada em vídeo, após chamada telefónica com o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa.

"Manter-nos-emos contra este estado de emergência porque estas restrições são absurdas, as que estão a ser previstas. Em nada vão ajudar a resolver o problema e em tudo vão ajudar a que a situação fique muito pior do que já está", afirmou.

O Chega votou a favor na primeira ocasião em que foi decretado o estado de emergência, absteve-se depois no segundo, terceiro e quarto e votou contra nos seguintes quatro.

"Fiz ver [ao Presidente] as mesmas reservas que o Chega tem tido. Voltámos a alertar para restrições absurdas. O encerramento absoluto de comércio, serviços, restauração, cafetarias, é um erro. Não há nenhum estudo que demonstre que é nestes espaços onde o contágio está a crescer", defendeu.

Para o líder do partido da extrema-direita parlamentar "é fundamental, se possível, manter as escolas abertas" porque, "se não, o país para".

"Estamos assim hoje porque o Governo não conseguiu em tempo nem o Presidente conseguiu influenciar em tempo para se tomarem medidas: no verão, quando não estávamos em estado de emergência. Vamos entrar num dos maiores colapsos económicos e sociais de que há memória no nosso país", prognosticou.

 

HPG (IEL) // JPS

Lusa/Fim

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