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Correio da Manhã

Política
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Chega no Porto defende criação de cooperativas para repovoar cidade

António Fonseca lamenta que a Câmara Municipal do Porto não tenha resolvido a questão do amianto na zona da Lapa.
Lusa 24 de Setembro de 2021 às 17:16
António Fonseca, (na segunda cadeira), candidato do Chega à presidência da Câmara do Porto
António Fonseca, (na segunda cadeira), candidato do Chega à presidência da Câmara do Porto FOTO: Sérgio Queirós/RTP
O candidato do Chega à presidência da Câmara do Porto, António Fonseca, defendeu sexta-feira o modelo de criação de cooperativas e associações de moradores e a cedência permanente de terrenos gratuitos para repovoar a cidade.

O modelo habitacional levado a cabo pela Associação de Moradores da Zona da Lapa, com 48 anos de existência e que gere 74 fogos no centro do Porto sem apoios do Estado nem do município, serviu de "inspiração" a António Fonseca, o candidato do Chega no Porto, que esta sexta-feira reuniu com o presidente daquela associação no âmbito duma ação da campanha eleitoral para as autárquicas.

"Vim inspirar-me neste modelo que pode receber uma situação a curto prazo relativamente a construção de habitação, de renda acessível, onde podemos envolver as associações de moradores que não têm apoios nenhuns, como também de cooperativas. Para o efeito, fazemos cedência de terrenos, não direito à superfície, mas cedência permanente do terreno", declarou o candidato do Chega, comparando o modelo ao Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL), um programa de promoção habitacional criado no rescaldo do 25 de Abril de 1974, que atuou nos bairros degradados, construindo novas casas e infraestrutura e oferecendo melhores condições habitacionais.

O modelo da Associação de Moradores da Zona da Lapa permite "constituir famílias, porque o pagamento das rendas é em função dos rendimentos", explica António Fonseca, referindo, a título de exemplo, que a associação tem arrendando um T4 no centro da cidade do Porto a "83 euros de renda, porque o preço é feito com base nos rendimentos dos sócios".

"O meu projeto para a Câmara [do Porto] é que no primeiro mandato, antes de terminar o primeiro ano, nós concluirmos não só a cedência de terrenos, como também a criação de um gabinete para apoiar as associações ou as cooperativas, no sentido de criarem a sua própria habitação, não por cedência, mas por entrega imediata de terreno", acrescentou António Fonseca.

"Queremos que seja um modelo para habitação permanente e o modelo da Associação de Moradores da Zona da Lapa de uma certa forma já me inspirou", admitiu António Fonseca, acrescentando que é com o dinheiro da "cotização dos sócios" que conseguem fazer obras de reabilitação das casas.

António Fonseca lamenta que a Câmara Municipal do Porto não tenha resolvido a questão do amianto na zona habitacional da Lapa.

A Associação de Moradores da Zona da Lapa vai investir 500 mil euros para a renovação de 74 fogos e respetiva retirada de amianto das paredes e telhados.

"Eu acho que a câmara aqui teve muito mal e tem dinheiro. É aqui que se vê quem tem espírito para estar na câmara e quem não tem espírito para estar na câmara", concluiu.

O candidato do Chega fez hoje uma arruada pela Praça da República que terminou na Rua de Santa Catarina.

São candidatos à presidência da Câmara do Porto, nas eleições de domingo, Rui Moreira (movimento independente "Rui Moreira: Aqui há Porto" - apoiado por IL, CDS, Nós, Cidadãos! e MAIS), Tiago Barbosa Ribeiro (PS), Vladimiro Feliz (PSD), Ilda Figueiredo (CDU), Sérgio Aires (BE), Bebiana Cunha (PAN), António Fonseca (Chega), Diogo Araújo Dantas (PPM), André Eira (Volt Portugal), Bruno Rebelo (Ergue-te) e Diamantino Raposinho (Livre).

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