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Correio da Manhã

Política
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Chega propõe limitação de imigrantes islâmicos para Portugal

A extrema-direita afirma que o "aumento descontrolado da imigração islâmica" é "um perigo que não pode ser ignorado".
Sérgio A. Vitorino 20 de Junho de 2021 às 14:39
André Ventura
André Ventura FOTO: Lusa
O partido de extrema-direita Chega entregou este domingo, no Parlamento, um polémico projeto de resolução que pede ao governo que limite, através da criação de quotas, a "imigração islâmica" em Portugal.

De acordo com a proposta, a que o CM teve acesso, o partido de André Ventura pede que o Parlamento recomende ao governo que "Aprove, implemente ou proponha, consoante o caso, os instrumentos legais, administrativos e regulamentares, para limitar os níveis de imigração islâmica em território nacional; estabeleça, a nível regulamentar interno, quotas máximas de imigração islâmica ou proveniente de países com elevada incidência de fundamentalismo islâmico; e proponha a adopção, pela União Europeia, de mecanismos comunitários de limitação à imigração islâmica para o espaço Schengen."

O proposta é justificada, de acordo com o Chega, porque "a União Europeia tem vindo a ser o destino preferencial de milhões de migrantes, especialmente oriundos das regiões do norte de África e do Médio Oriente, bem como de uma série de países em convulsão política ou militar interna". A Europa "nunca deve esquecer ou ignorar a sua matriz cristã e humanista", acolhendo "todos os que fogem da guerra, da perseguição ou do terrorismo", mas a extrema-direita afirma que o "aumento descontrolado da imigração islâmica" é "um perigo que não pode ser ignorado".

"Casos como o francês, o belga ou o sueco revelam bem como a descontrolada imigração islâmica pode ser tremendamente disruptiva no funcionamento social", alega André Ventura, que aponta riscos "de enormes tensões e conflitos humanos, políticos e sociais."

O deputado único e presidente do Chega afirma que "no rescaldo das situações verificadas no concelho de Odemira" o governo deve "dar um primeiro passo no sentido de evitar que experiências desastrosas de outros estados da UE se repliquem em Portugal".
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