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Correio da Manhã

Política
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Co-incineração: Câmara de Coimbra recorre aos tribunais

A Câmara de Coimbra requereu esta quarta-feira em tribunal a suspensão da eficácia da decisão do Governo que permite à cimenteira de Souselas avançar com a co-incineração sem realizar um enovo studo de impacto ambiental prévio. Uma medida que o Executivo considera de "manobra dilatória".
13 de Setembro de 2006 às 18:18
O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, considera uma “manobra dilatória” a providência cautelar entregue esta manhã no Tribunal Judicial de coimbra, uma vez que "a avaliação de impacte ambienta foi realizada em devido tempo e, por isso, o Governo entendeu não ser necessário repetir esse passo, dado que nada de substancial se alterou desde então”. ,
Lembrando a “prática generalizada da co-incineração em muitas cidades europeias”, o ministro salienta que “esta decisão foi tomada no mais estrito cumprimento da legislação nacional e comunitária”.
Em Agosto, o presidente da autarquia, Carlos Encarnação, proibiu a circulação de resíduos industriais perigosos para co-incineração na fábrica de cimento de Souselas. Mas o Governo não recua e anunciou que os que os testes de queima de resíduos em Souselas deverão arrancar, mesmo, em Setembro ou Outubro, acusando a Câmara de Coimbra de estar a “usar o terror das pessoas para fins políticos”.
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