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Cobrança sem perdão

O Governo recusa averiguar as condições em que trabalhadores a recibos verdes contraíram dívidas à Segurança Social e continua empenhado em reaver os 500 milhões de euros em falta, mantendo a ameaça de penhora de bens e de contas bancárias de 50 mil contribuintes.<br/><br/>

19 de setembro de 2011 às 00:30

Tanto o BE quanto os movimentos de trabalhadores precários têm feito inúmeros apelos ao Ministério da Solidariedade e da Segurança Social. "Não pretendemos que a dívida seja perdoada, mas sim que se averigúem as condições em que a mesma foi contraída a fim de se realizar a cobrança justa aos verdadeiros devedores", lê-se num documento que os bloquistas enviaram ao Governo em Agosto.

Mas o ministério tutelado por Pedro Mota Soares respondeu que cabe "ao Tribunal de Trabalho atestar a veracidade da prestação de serviços e não ao IGFSS", e lembrou que "a verificação das condições em que as dívidas foram contraídas está ressalvada na possível contestação das citações enviadas pela Segurança Social" aos trabalhadores a cobrar as respectivas dívidas.

Ao CM, o dirigente dos Precários Inflexíveis, Rui Maia, acusa o ministério de tomar uma posição "dura e cega".

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