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Correio da Manhã

Política
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COELHO AO LADO DE SOUSA FRANCO

Este ano não houve fanfarra para desfilar pelas ruas Paiva Couceiro e Morais Soares. Não foi necessário. Sinal dos tempos, o homem-forte do aparelho socialista, Jorge Coelho, e o cabeça de lista do partido às Europeias, Sousa Franco, juntaram-se para desfilar pelas ruas da capital, longe das polémicas do ‘Totonegócio’ e de desavenças que culminaram com remodelações. Até houve espaço para elogios.
1 de Junho de 2004 às 00:00
Com o apelo ao voto do Presidente da República e reencontro entre Sousa Franco, António Costa, Sérgio Sousa Pinto, José Sócrates e Manuel Maria Carrilho, a caravana do PS ganhou ontem fôlego para os habituais contactos de rua, depois de duas visitas, logo pela manhã, a duas fábricas, a Cimpor e a Saint-Gobain.
“Isto é preciso é enfrentar o eleitorado”.
Foi com este espírito que Jorge Coelho se apresentou à comitiva numa pastelaria. Um café e uma água para retemperar forças e a caravana distribuiu rosas, canetas e panfletos. E colocou-se em campo numa ‘viagem’ que o PS faz desde 1975. Ana Gomes apareceu mais tarde.
Sousa Franco entregava panfletos a todos os transeuntes como se cada um representasse o voto decisivo, enquanto Jorge Coelho (que já está a pensar nos mapas das autárquicas) desafiava as pessoas a questionarem-se sobre o Governo.
Costa e Carrilho optaram por se separar da comitiva principal, não fossem falhar alguma porta. O professor de Filosofia recebeu beijinhos, sobretudo para o seu filho, Dinis Maria. Mas foi Coelho quem protagonizou um dos momentos da tarde.
Do lado contrário da Morais Soares, duas jovens gritaram “mentirosos” da janela de um autocarro. A reacção de Coelho não se fez esperar. “Querem uma rosa?”, e, sem mais demoras, atravessou a rua e entregou-as às jovens. Depois ainda se avistou com um homem com uma rosa tatuada no peito.
A manhã foi ainda dominada pelo caso dos insultos da coligação a Sousa Franco. O cabeça de lista respondeu: “Só ofende quem pode”. António Costa lamentou mais um episódio que tem dominado a campanha.
O MELHOR E O PIOR
MELHOR: Bastou Jorge Coelho aparecer na caravana para o PS ganhar outra dinâmica.
PIOR: O PS visitou a fábrica Saint-Gobain Glass. Só que a robótica substitui operários, logo perdeu-se uma acção de charme da caravana.
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