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Correio da Manhã

Política
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Coelho leva pato bravo para o Freeport

Com um "pato bravo" debaixo do braço, o cabeça-de-lista do Partido Trabalhista Português pela Madeira, José Manuel Coelho, esteve esta terça-feira no Freeport, onde se insurgiu contra os que "atropelam tudo e todos para fazer empreendimentos de betão".
31 de Maio de 2011 às 20:46
José Manuel Coelho levou pato bravo para outlet em Alcochete
José Manuel Coelho levou pato bravo para outlet em Alcochete FOTO: Manuel de Almeida/Lusa

“O pato bravo é uma figura de estilo que se usa na Madeira para designar o chico-esperto, o que aqui no continente se chama o chico-esperto, lá na Madeira são os patos bravos, são aqueles que atropelam tudo e todos para fazer empreendimentos de betão, de alcatrão e tudo isso", afirmou José Manuel Coelho.   

Debaixo de um sol quente, e à entrada do centro 'outlet' Freeport, em Alcochete, por não ter autorização para circular com propaganda eleitoral dentro do espaço comercial, o candidato do PTP pela região autónoma da Madeira fez-se acompanhar por dois pequenos coelhos e um pato e, no seu tom desconcertante, agachado na relva, fustigou as cúpulas da Justiça em Portugal e as suas falhas, criticando também José Sócrates, ministro do Ambiente à data do licenciamento do projecto Freeport.  

"Trouxe este pato bravo aqui para ver este empreendimento emblemático do Freeport e para lembrar ao senhor pato bravo que quando ele deixar de ser primeiro-ministro vai responder por todos os crimes que cometeu e pela corrupção de que é responsável neste país", disse.  

O candidato do PTP, também candidato nas últimas presidenciais, considerou que o Freeport constitui uma obra "emblemática" no que respeita à corrupção em Portugal.  

Com cerca de uma dezena de apoiantes presentes na iniciativa, o candidato a deputado foi interrompido por sucessivas chamadas telefónicas. "Estou, é o engenheiro Sócrates? Ah, é do Jornal da Madeira! Olhem que o vosso papá não vos vai deixar escrever o que eu disser!", exclamou José Manuel Coelho, com ironia, ao receber um dos telefonemas.  

Antes de seguir em viagem no carro de campanha, onde promete "Varrer a Assembleia da República" e equipado com dois megafones e várias vassouras coloridas no tejadilho, José Manuel Coelho disse que a sua luta "é fazer uma voz de denúncia contra os escroques que estão na Justiça".  

"Já não basta uma reforma da Justiça, para continuar a deixar lá os escroques, os corruptos. Nós queremos uma limpeza total, varrer a corrupção na Justiça, os magistrados corruptos que estão no sistema", acrescentou.

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