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Correio da Manhã

Política
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Cofres do Estado cheios antes do subsídio de Natal

Receita fiscal aumentou 1,3 mil milhões de euros até setembro.
Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 26 de Outubro de 2019 às 01:30
Mário Centeno tem 2,5 mil milhões de euros a mais nos cofres do Estado
Mais dinheiro para a Saúde militar
Mário Centeno
Mário Centeno tem 2,5 mil milhões de euros a mais nos cofres do Estado
Mais dinheiro para a Saúde militar
Mário Centeno
Mário Centeno tem 2,5 mil milhões de euros a mais nos cofres do Estado
Mais dinheiro para a Saúde militar
Mário Centeno
Os cofres do Estado estão cheios. Entre o deve e o haver das contas públicas existia excedente de 2,5 mil milhões de euros no passado mês de setembro, mais 1,2 mil milhões face a 2018.

Mas ainda falta pagar o subsídio de férias a mais de 600 mil funcionários públicos e a 2,5 milhões de pensionistas, o que deve custar aos cofres públicos cerca de três mil milhões de euros.

Mas com a receita fiscal a aumentar 1,3 mil milhões de euros até setembro, impulsionada pelo IVA, ISP e IRS, tal como indica a síntese de Execução Orçamental divulgada esta sexta-feira, parece certo que a despesa com o subsídio de Natal não irá comprometer as contas feitas por Mário Centeno.

Em atraso continuam 888,9 milhões de euros de pagamentos a entidades públicas, muito por conta do que ainda não foi entregue aos Hospitais EPE.

Já ao nível do orçamento da Segurança Social as notícias são também positivas. Em setembro, a receita subiu 8,6% e alcançou os 21 829 milhões de euros, enquanto a despesa aumentou 6% para os 19 335 milhões de euros.

Esta evolução levou a que a Segurança Social tenha um excedente que atingiu quase 2,5 mil milhões de euros, com as contribuições a registarem uma subida de 8,7%, enquanto as pensões e os complementos sociais sobem apenas 5,4%, reforçando a sustentabilidade do sistema.

Saúde militar saneada em três anos
Foi esta sexta-feira assinado o protocolo que pretende sanear as contas do Instituto Social das Forças Armadas (IASFA) que acumulou dívidas num valor superior a 91 milhões de euros.

No entanto, o reforço orçamental é só de 45 milhões de euros e será pago em partes iguais durante três anos (2019-2021). Este reforço servirá para pagar as dívidas aos prestadores privados de saúde. As dívidas das entidades do sistema de saúde militar serão resolvidas à parte.
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