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Correio da Manhã

Política
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Coligação sem acordo no Porto

A candidatura de Luís Filipe Menezes no Porto continua a dividir o PSD e o CDS, apesar do acordo para as autárquicas em 2013 assinado ontem em Lisboa. O CM sabe que a ala fiel a Rui Rio no PSD e o CDS querem lançar o gestor Rui Moreira como candidato alternativo a Menezes. O presidente da Concelhia do CDS/Porto, Pedro Moutinho, diz ao CM que "o CDS está a fazer o seu caminho e o PSD o dele."
30 de Outubro de 2012 às 01:00
Moreira da Silva e Nuno Melo em desacordo no Porto
Moreira da Silva e Nuno Melo em desacordo no Porto FOTO: Tiago Petinga/Lusa

O processo da candidatura de Menezes é também polémico no interior do PSD, por causa da lei da limitação de mandatos. O advogado portuense e fundador do PSD, Miguel Veiga, declara ao CM ser "claro que o limite de três mandatos é pessoal e não territorial, o que impede Menezes de se poder candidatar ao Porto", depois de ter sido presidente da câmara de Gaia.

Na assinatura do acordo, ontem em Lisboa, pelos vice--presidentes do PSD e do CDS – Jorge Moreira da Silva e Nuno Melo – ficou clara a divergência entre as direcções dos dois partidos nesta matéria. Os sociais-democratas entendem que a lei apenas impede que um político seja presidente da mesma câmara durante mais de três mandatos consecutivos, enquanto o CDS defende que o limite é pessoal, o mesmo entendimento do PS.

A questão poderá arrastar-se até perto das eleições, sendo levada ao Tribunal Administrativo, com recurso para o Tribunal Constitucional.

CDS PODE PERDER DEPUTADO

O CDS-PP pode perder um deputado : de 24 parlamentares para 23. O voto contra o Orçamento do Estado para 2013 pelo CDS/Madeira irá levar à aplicação de sanções. No limite, Rui Barreto – que substituiu recentemente o líder do CDS/Madeira, José Manuel Rodrigues – corre o risco de passar à condição de deputado não inscrito.

O líder do CDS/Madeira espera que o partido "não siga esse caminho". O dirigente já respondeu também às críticas do seu colega Ribeiro e Castro de "ataque de jardinismo" e recordou a quebra de disciplina de voto sobre a extinção de feriados.

O porta-voz do CDS, ausente no estrangeiro na última semana, está de regresso ao Parlamento. João Almeida foi um dos críticos do Orçamento.

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