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Correio da Manhã

Política
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Congresso parece inevitável

Diogo Feio, deputado do CDS-PP e ex-secretário de Estado da Educação, sempre se manifestou contra congressos extraordinários, mas se o discurso do partido continuar “intercalado de ruído”, considera “inevitável” a realização de um conclave, antes de 2008.
13 de Agosto de 2006 às 00:00
Diogo Feio adverte para qualquer dia o CDS ser 'um não partido'
Diogo Feio adverte para qualquer dia o CDS ser 'um não partido' FOTO: Natália Ferraz
Para Feio, o CDS-PP tem vivido de “episódios que dividem em episódios que dividem” e é necessário alterar a actual situação. “Se isto continua assim, passamos do um não facto, para um não assunto. Qualquer dia para um não partido”, desabafa o ex-dirigente, considerando a ideia de uns estados gerais da direita, “em abstracto”, positiva. Agora, é preciso saber com quem se concretizam esses debates. Reflexões com Manuel Monteiro, nem pensar. “Com ele não quero conversa”, frisa, aludindo “ao discurso marginal” – como as posições sobre a União Europeia – que Manuel Monteiro imprimiu ao CDS, enquanto líder do partido. O PSD, sublinha, é o “parceiro preferencial”.
Para Diogo Feio, o relançamento da discussão sobre a iniciativa de reflexão da Direita ficou associado a um almoço entre o líder do CDS, Ribeiro e Castro, e o líder do PND. Repasto cuja publicitação foi “absolutamente lamentável”. O deputado recorda que defendeu “um acordo geral de oposição” com o PSD. Na altura, diz, foi acusado de boicotar a acção do partido. Mas que, mesmo assim, prefere o seu “boicote”.
MONTEIRO LANÇA MANIFESTO
“O PSD é de direita? Se é, o que significa a direita para o PSD? O CDS é de direita? Se é, que razão existe para que continue a designar-se partido do centro?” Estas e outras perguntas são lançadas no Manifesto que Manuel Monteiro pretende apresentar dia 26, em Vila Praia da Âncora, Caminha, na primeira rentrée do Partido Nova Democracia (PND).
Assumindo-se como um “partido de direita popular e representante do pensamento conservador liberal em Portugal”, o PND decidiu realizar um comício para apresentar o seu Manifesto, tendo em vista uma plataforma política de pensamento na direita. “É a nossa primeira rentrée e é o nosso primeiro comício. Sabemos não ter os meios de mobilização dos partidos antigos, nem deter uma base eleitoral que nos permita fazer comparações com as de outras forças políticas, mas ainda assim decidimos falar na rua”, escreve em comunicado a direcção do PND. O Manifesto está a ser elaborado por Diogo Pacheco Amorim.
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