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Correio da Manhã

Política
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Conselho Nacional do CDS-PP continua reunido à 'porta fechada' e por videoconferência

Conselheiros votaram a favor, depois de o pedido de impugnação de Nuno Melo ter sido admitido.
Lusa 29 de Outubro de 2021 às 22:56
Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS-PP
Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS-PP FOTO: Rodrigo Antunes/Lusa
Os conselheiros nacionais decidiram, esta sexta-feira, pela continuação da reunião do Conselho Nacional do CDS-PP, com cerca de 60% de votos a favor, depois de o Conselho Nacional de Jurisdição ter admitido o pedido de impugnação de Nuno Melo.

O Conselho Nacional centrista está reunido esta sexta-feira, à 'porta fechada' e por videoconferência, para deliberar sobre o adiamento do congresso marcado para o final de novembro.

No início, foi perguntado aos participantes se confirmavam "o ato de convocação do Conselho Nacional", tendo os conselheiros nacionais decidido que "estavam reunidas as condições para esta reunião decorrer", afirmou o presidente daquele que é o órgão máximo do partido entre congressos.

Em declarações aos jornalistas na sede do CDS-PP, em Lisboa, o presidente do Conselho Nacional, Filipe Anacoreta Correia, indicou que 60% dos conselheiros nacionais votaram a favor da realização da reunião, 38% votaram contra e quatro abstiveram-se, "correspondentes a menos de 2%".

Segundo transmitiram à Lusa fontes que assistem à reunião, 132 conselheiros nacionais votaram a favor, 84 votaram contra e quatro abstiveram-se.

As mesmas fontes indicaram também que houve "muitos conselheiros que foram impedidos de votar", entre os quais o líder parlamentar, Telmo Correia, o deputado Miguel Arrobas e o líder da distrital de Lisboa, João Gonçalves Pereira.

Aos jornalistas, o presidente do Conselho Nacional explicou que foi decidido que "aqueles conselheiros nacionais que se registaram até à abertura da votação exerceram o seu direito de voto", tendo sido "lido em voz alta o sentido de voto de cada conselheiro nacional para não haver dúvidas" sobre a votação.

"Depois do anúncio da votação", explicou, "houve cerca de 20 senhores conselheiros nacionais que, tendo entrado depois na reunião, manifestaram a sua vontade de poderem também votar", pelo que foi aberto "um processo adicional de votação".

Segundo Anacoreta Correia, a votação "terá ainda uma correção" decorrente do apuramento de "cerca de 10% dos votos" relativos a estes dirigentes, o que "não terá impacto no resultado da votação".

O candidato à liderança do CDS-PP Nuno Melo anunciou hoje que o Conselho Nacional de Jurisdição do partido aceitou o seu pedido de impugnação do Conselho nacional que estava marcado para esta noite.

"Acabo de ser notificado pelo Conselho Nacional de Jurisdição do CDS, que julgou procedente a minha impugnação da convocatória do Conselho Nacional do Partido convocado para hoje, que nessa medida não se poderá realizar", escreveu Nuno Melo na sua conta da rede social Facebook, afirmando que a decisão "significa que, a acontecer, a reunião será ilegal e todas as deliberações tomadas serão nulas".

Na mensagem, o candidato à liderança pediu à direção que respeite a decisão.

"O Conselho Nacional de Jurisdição reuniu-se para deliberar sobre a impugnação do Conselho Nacional que se realiza hoje", lê-se num documento assinado pelo presidente do "tribunal do partido", Alberto Coelho, e ao qual a Lusa teve acesso.

O texto indica que, "após a votação, foi aprovada a admissão da impugnação", com quatro votos a favor e três contra, incluindo o de Alberto Coelho.

O XXIX Congresso do CDS-PP está marcado para os dias 27 e 28 de novembro em Lamego, no distrito de Viseu, com Nuno Melo e o atual presidente, Francisco Rodrigues dos Santos, como candidatos.

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