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Correio da Manhã

Política
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Correia de Campos defende fim da ADSE porque o "sistema é mau"

O ex-ministro da Saúde Correia de Campos defendeu esta segunda-feira a substituição da ADSE por um novo mecanismo de mutualização social na área da saúde, alegando que este sistema é mau e não permite a integração.
14 de Janeiro de 2013 às 13:43
O ex-ministro diz que a ADSE não permite a integração pelo que defende a sua substituição
O ex-ministro diz que a ADSE não permite a integração pelo que defende a sua substituição FOTO: Pedro Elias/Jornal de Negócios

A posição do ex-ministro da Saúde dos governos de António Guterres e de José Sócrates foi transmitida aos jornalistas à margem das Jornadas Parlamentares do PS, que decorrem até terça-feira em Viseu.

O membro do Secretariado Nacional do PS e coordenador do partido para a área da saúde disse em entrevista que um Governo socialista acabará com a ADSE, alegando que é um sistema injusto.

Esta segunda-feira, após a sessão de abertura das Jornadas Parlamentares do PS, o líder parlamentar, Carlos Zorrinho, contrapôs que os socialistas não são a favor da extinção da ADSE.

Confrontado com esta polémica, Correia de Campos, eurodeputado do PS, disse entender "perfeitamente" a posição de Álvaro Beleza, embora advertindo que o título da primeira página da entrevista que concedeu ao Jornal de Notícias "foi puxado".

"O que há a fazer é a substituição da ADSE, que é um mau sistema da saúde, porque não é integrado e o doente, no fundo, é partido às fatias em função de cada especialista. Tem de haver uma integração e a ADSE não permite essa integração e é um não sistema. É essencial encontrar uma solução alternativa à ADSE", alegou.

De acordo com Correia de Campos, a classe média portuguesa "está hoje a ser punida, sobretudo do ponto de vista fiscal".

"Temos de encontrar um mecanismo de mutualização social que permita ajudar a classe média, para evitarmos a sua proletarização. A ADSE é um sistema que tem a livre escolha, mas tudo o resto é mau e tem até um copagamento muito elevado. Seria impossível passar o sistema para todos os trabalhadores por conta de outrem", argumentou ainda o ex-ministro socialista.

Para Correia de Campos, "é necessário reformar a ADSE".

"O que Álvaro Beleza propõe não é a extinção pura e simples, mas a sua integração no Serviço Nacional de Saúde e a criação de uma mecanismo de mutualização social", acrescentou.

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