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Correio da Manhã

Política
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Corte de fundos da UE pressiona negociação

Executivo avaliou o tema no Conselho de Ministros e mantém-se confiante.
Diana Ramos 2 de Setembro de 2016 às 08:40
Carlos Moedas é comissário europeu e esteve ontem a dar aula na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide
Carlos Moedas é comissário europeu e esteve ontem a dar aula na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide FOTO: Nuno Veiga / Lusa
O comissário europeu Carlos Moedas aproveitou ontem a Universidade de Verão do PSD para colocar pressão sobre o Governo de António Costa e as negociações com PCP e Bloco de Esquerda em torno do próximo Orçamento do Estado, lembrando que o corte de fundos comunitários – que a UE irá discutir este mês – só será uma "não questão" se o Executivo cumprir as metas orçamentais.

"Portugal tem de se concentrar é em cumprir as metas, em cumprir aquilo que prometeu e, se cumprir aquilo que prometeu, o caminho é o do futuro", afirmou o também ex-ministro social-democrata em Castelo de Vide. Moedas foi um dos eixos de apoio de António Costa na negociação com Bruxelas para a não aplicação de sanções a Portugal, mas avisou ontem que se a imagem de Portugal se degradar na Europa, a pressão dos credores sobre o País volta a aumentar.

Numa altura em que os dados económicos são pouco favoráveis, o Executivo avaliou ontem a situação económica do País na reunião de Conselho de Ministros, que serviu também de base preparatória para o Orçamento do Estado de 2017. "Teremos todas as condições para chegar a um entendimento entre as diferentes forças políticas (…) e sermos fiéis aos compromissos internacionais", garantiu o ministro Vieira da Silva no final do Conselho de Ministros.
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