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Correio da Manhã

Política
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Corte nas pensões de sobrevivência aceites pelos portugueses

75% dos portugueses dão aval à medida do Governo.
27 de Outubro de 2013 às 18:00
Inquiridos acreditam que há alternativa às medidas de Passos Coelho e de Maria Luís Albuquerque
Inquiridos acreditam que há alternativa às medidas de Passos Coelho e de Maria Luís Albuquerque FOTO: Tiago Petinga/Lusa

A maioria dos portugueses é favorável a um corte nas pensões de sobrevivência para aqueles que já usufruem de outra pensão e acumulam rendimentos superiores a dois mil euros, medida com que o Governo vai avançar no próximo ano. Esta é a principal conclusão de uma sondagem CM/Aximage realizada entre os dias 19 e 22 de outubro. Os números mostram que quase 75% dos inquiridos concordam com a redução aplicada a estes pensionistas e só 23,2% dos que respondem à sondagem afirmam ser contra a medida.

O corte nas pensões de sobrevivência foi este mês confirmado pelo Governo, depois de ter sido noticiado pela imprensa. Na altura, o ministro Pedro Mota Soares explicou que a ideia do Executivo é "a introdução de uma condição de recurso" como a que existe nas prestações sociais não contributivas. Com este corte, o Estado poderá poupar 100 milhões por ano.

Numa outra sondagem também realizada pela Aximage para o CM, 71,7% dos portugueses inquiridos estão convictos de que não adianta o Executivo de Passos Coelho continuar a implementar uma política baseada em cortes, já que a solução mais viável para o País é negociar com a troika.

Nas entrevistas realizadas para a sondagem, foi pedido um comentário à frase: "Não adianta nada ao Governo continuar com esta política dos cortes, já que a única solução para o país é o Governo negociar com a troika o alargamento do prazo de pagamento e a diminuição dos juros da dívida". Só 23,2% dos inquiridos discordaram.

A mesma sondagem mostra que mais de metade das pessoas acreditam que há outras saídas para o País além das que estão a ser delineadas. Por isso, 58,9% discordam da ideia de que a única solução é a do Governo.

FICHA TÉCNICA

Universo: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 607 entrevistas efectivas: 274 a homens e 333 a mulheres; 120 no interior, 265 no litoral norte e 222 no litoral centro sul; 155 em aldeias, 201 em vilas e 251 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 19 a 22 de Outubro de 2013, com uma taxa de resposta de 78,7%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 607 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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