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Correio da Manhã

Política

Costa acusa Rio de concentrar-se num "pequeno ramo" para esquecer aceleração da economia portuguesa

Primeiro-ministro criticou líder do PSD durante discussão sobre o tema da construção da linha circular no Metro de Lisboa.
Lusa 18 de Fevereiro de 2020 às 18:33
António Costa
António Costa FOTO: José Sena Goulão ( Lusa
O primeiro-ministro acusou esta terça-feira o presidente do PSD de concentrar-se "num pequeno ramo de um arbusto de uma floresta", o metro de Lisboa, para esquecer que economia portuguesa está em aceleração e o investimento privado a crescer.

António Costa fez estas críticas na Assembleia da Republica, já depois de ter estado em discussão direta com Rui Rio no começo do debate quinzenal sobre o tema da construção da linha circular no Metropolitano de Lisboa - projeto suspenso no âmbito do Orçamento do Estado para 2020 e que deixou o PS isolado no parlamento.

"Há uma razão que explica o que leva o líder da oposição, em vez de olhar para a floresta, a concentrar-se num pequeno raso de um arbusto no meio da floresta. Depois de termos ouvido um ano inteiro a falar sobre uma alegada desaceleração da economia portuguesa, quando o Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que Portugal registou no quatro trimestre uma aceleração da economia portuguesa, aí o tema da economia deixou de ser algo que preocupe a oposição", afirmou.

Em resposta a uma questão lançada pela líder da bancada socialista, Ana Catarina Mendes, António Costa defendeu que Portugal "não só cresceu mais uma vez acima da média europeia, como também o INE e o Eurostat vieram dizer que só o Chipre e Lituânia cresceram mais do que o país no quarto trimestre".

"Agora, também o crescimento da economia portuguesa deixou de ser tema para a oposição", declarou o primeiro-ministro.

Também segundo António Costa, na sequência da divulgação dos mais recentes dados da economia portuguesa, "deixou de ser tema também a questão relativa ao défice externo".

"Como o INE referiu, no quarto trimestre de 2019, aceleraram as exportações e desaceleraram as importações. E sabemos também com maior rigor a natureza das importações. O grane crescimento que temos em matéria de importações é de bens de equipamento, ou seja, o resultado do investimento que as empresas estão a fazer na sua modernização", sustentou o líder do executivo.

Ainda de acordo com António Costa, cerca de 80% das importações têm a ver com as aeronaves que a TAP está a adquirir para melhorar a sua frota e expandir as suas rotas.

"Sabemos, igualmente, que o crescimento continua a basear-se no investimento privado, que cresceu 34% desde 2015. E é isto mesmo o que dói à direita, que pretendeu convencer o país que a única forma de atrair investimento direto estrangeiro era manter a política de austeridade", apontou.

Na mesma linha de António Costa, a presidente do Grupo Parlamentar do PS considerou que os mais recentes dados do INE são "muito relevantes e importantes" sobre o crescimento económico.

"Até hoje sobre isto ainda não se ouviu qualquer palavra por parte do principal partido da oposição. Continuam zangados com o país só porque Portugal e os portugueses estão melhor desde que assumimos a governação em 2015. É sintomático o incómodo, apenas explicado pela desilusão do PSD sobre estes dados", afirmou Ana Catarina Mendes.

Segundo a líder da bancada socialista, "mais uma vez, os números e os resultados da economia portuguesa desmentem toda a tese dita e repetida à exaustão pela direita neste ciclo de governação".

"Ao contrário do anúncio do PSD da vinda do diabo, Portugal começou a crescer mais que a Europa pela primeira vez desde que aderimos ao euro. E o que parecia improvável tornou-se habitual. O ano passado foi já o terceiro consecutivo de convergência, mostrando um melhor desempenho pelo 14º trimestre consecutivo", acrescentou.

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