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Correio da Manhã

Política
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Costa adverte para riscos da dispersão de votos à esquerda nas legislativas

O primeiro-ministro insistiu que é sua vontade manter a atual solução governativa na próxima legislatura.
Lusa 16 de Janeiro de 2019 às 16:32
O primeiro-ministro António Costa
António Costa
António Costa
António Costa
António Costa
O primeiro-ministro António Costa
António Costa
António Costa
António Costa
António Costa
O primeiro-ministro António Costa
António Costa
António Costa
António Costa
António Costa

O primeiro-ministro insistiu esta quarta-feira que é sua vontade manter a atual solução governativa na próxima legislatura, independentemente dos resultados eleitorais, mas advertiu para os riscos de uma excessiva dispersão de votos à esquerda em benefício da direita.

António deixou este aviso na sua primeira intervenção, durante um almoço promovido pela Associação 25 de Abril e pela revista "Ânimo", que é dirigida pelo antigo assessor de imprensa do Grupo Parlamentar do PS António Colaço.

O presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, num breve discurso, referiu que quer que o PS vença as próximas eleições legislativas, mas não com maioria absoluta, de forma a permitir que a atual solução política de Governo minoritário socialista, com suporte parlamentar do Bloco, PCP e PEV, se mantenha na próxima legislatura.

Costa ouviu o recado e respondeu: "Se o Vasco Lourenço conseguir reunir todas os eleitores do país e conseguir combinar com todos o resultado certo que lhe dá essa fórmula mágica, fico muito contente".

"Mas o que convém é, para evitar um resultado, termos depois [outro] resultado que não desejamos. Portanto, à cautela convém assegurar que a atual solução política continua maioritária e que tem condições para continuar a governar", reagiu o secretário-geral do PS.

O líder dos socialistas deixou ainda um aviso indireto dirigido às forças políticas à sua esquerda: "Aquilo que seria o maior erro era, nesta pressa final de cada um começar a contabilizar ganhos e perdas do ponto de vista eleitoral, colocarmos em causa aquilo que foi um fator de enriquecimento da democracia e de esperança para muitos portugueses, ou por radicalismo precipitado, ou por calculismo injustificado".

António Costa defendeu em seguida que a atual solução de Governo "foi muito importante, não só do ponto de vista da aritmética e, portanto, tem pouco a ver com os resultados eleitorais".

"É que, independentemente dos próximos resultados eleitorais, esta solução demonstrou muitas virtualidades, já que permitiu a todos aprendermos, irmos mais longe do que julgávamos que podíamos ir e permitiu a todos uma visão mais integrada do que é a realidade do país. Permitiu à nossa democracia ser mais rica do que era anteriormente", sustentou o primeiro-ministro, completando que, atualmente, em Portugal, "há mais soluções de Governo".

"Os portugueses têm ao seu dispor mais alternativas, o que permitiu uma nova dinâmica de diálogo social, político e cultural. Conseguiu-se mesmo ir mais longe do que estava assinado em algumas das posições conjuntas", acrescentou.

Para António Costa, em suma, a prova da "bondade da atual solução política é que ela não só conclua a legislatura, como, também, se possa renovar para o futuro, independentemente do que sejam os resultados eleitorais".

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