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Correio da Manhã

Política
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Costa diz que PS acabou com assimetria esquerda/direita

Primeiro-ministro diz que os socialistas alteraram o panorama parlamentar.
15 de Dezembro de 2015 às 23:13
O primeiro-ministro, António Costa
O primeiro-ministro, António Costa FOTO: Reuters

O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que o PS acabou com uma assimetria de décadas entre esquerda e direita na formação de governos, alterando o panorama parlamentar, num discurso em que pediu apoio crítico aos seus deputados.

António Costa falava no final do jantar de Natal do Grupo Parlamentar do PS, que terminou com um brinde com vinho do Porto num momento em que o secretário-geral do PS tinha ao seu lado o presidente e líder parlamentar deste partido, Carlos César, e o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

"O PS foi capaz de inovar no quadro do relacionamento na Assembleia da República, pois, durante muitos anos, o país habituou-se - e mal - a que os governos se faziam a dois ou a três forças políticas, o que distorceu o funcionamento da democracia em Portugal. Essa distorção criou uma enorme assimetria em Portugal, entre uma direita que facilmente governava e a esquerda que dificilmente conseguia governar", advogou o líder socialista.

Para António Costa, ao formar-se um Governo com suporte parlamentar do Bloco de Esquerda, PCP e "Os Verdes", o PS "alterou o panorama parlamentar".

Combate à desertificação do PS

"Todos os deputados na Assembleia da República contam por igual e todos podem contribuir para a solução governativa", completou.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro disse que há "boas razões" para encarar o futuro com confiança, embora tenha identificado "dificuldades" em relação aos próximos anos.

Depois de elencar medidas já tomadas pelo seu executivo, como "o início do fim da sobretaxa de IRS, a reposição integral dos vencimentos dos trabalhadores do setor público até ao final de 2016" ou a adoção por casais de homossexuais e o fim dos exames no quatro ano do Ensino Básico, António Costa disse ser seu objetivo combater "a desertificação do PS" em termos de ação política.

Neste ponto, Costa destacou a recente escolha da dirigente socialista Ana Catarina Mendes para o cargo de secretária-geral adjunta do PS.

Mas também deixou uma mensagem aos deputados do Grupo Parlamentar do PS: "Aplaudam o Governo quando tiverem de aplaudir, mas critiquem quando tiverem de criticar".

"O Governo nunca se pode esquecer que governa porque tem um mandato da Assembleia da República, porque tem um programa eleitoral a cumprir e que governa em nome dos cidadãos. E os deputados são quem intermedeia entre os governantes e os cidadãos", apontou.

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