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Correio da Manhã

Política
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Costa promete não cortar pensões

Secretário-geral do PS quer combater "intranquilidade" criada pela coligação PSD/CDS-PP sobre as reformas.
Cristina Rita 1 de Junho de 2015 às 18:02
António Costa, acompanhado por José Junqueiro, visitou ontem a Feira da Cereja, em Resende
António Costa, acompanhado por José Junqueiro, visitou ontem a Feira da Cereja, em Resende FOTO: Nuno André Ferreira
É uma promessa para cobrar mais tarde. O líder do PS, António Costa, foi ontem ao Festival da Cereja, em Resende, garantir que com um governo socialista "não haverá qualquer corte nas pensões". Uma ideia para contrariar a angústia dos populares com que se cruzou e para voltar a atacar a coligação de direita.

"Tenho 46 anos de descontos. Acha que vale a pena continuar a trabalhar?", perguntava a António Costa um transeunte em Resende. O líder socialista respondeu: "É preciso travar a intranquilidade, receio e angústia que esta coligação instalou nos cidadãos, sobre o que é que vai acontecer à sua pensão no dia de amanhã", declarou Costa – numa altura em que o PS prepara a versão final do programa eleitoral, a apresentar nos dias 5 e 6 de junho numa convenção nacional. Ao que apurou o Correio da Manhã, em cima da mesa está a ideia de aumentar a Taxa Social Única para empregadores que recorram mais vezes aos contratos a prazo.

Sobre as declarações do Presidente da República a pedir um governo com apoio maioritário, António Costa também respondeu: "Os agentes políticos devem deixar os eleitores falar."

Do lado da coligação PSD/ /CDS-PP, as linhas gerais do programa eleitoral serão apresentadas entre 3 e 5 de junho, numa antecipação ao programa eleitoral do PS.
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