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Correio da Manhã

Política
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COSTAS SIMITIS: É IMPORTANTE EVITAR A GUERRA

O primeiro-ministro grego e presidente em exercício da União Europeia, Costas Simitis, defende que actualmente “o mais importante é evitar uma guerra no Iraque”. As declarações de Simitis foram proferidas numa entrevista publicada ontem pelo diário grego “Ta Vima”.
6 de Janeiro de 2003 às 00:00
"A coisa mais importante actualmente é que os esforços das Nações Unidas atinjam um resultado positivo e que a guerra seja evitada", afirmou Simitis, adiantando que deseja que os Quinze “adoptem, por unanimidade, uma posição comum face a desenvolvimentos maiores". Para o primeiro-ministro grego esta posição unânime pode ser facilmente alcançada por três países da UE terem assento no Conselho de Segurança da ONU - Alemanha, França e Grã-Bretanha.

Esta não é a primeira vez que Simitis fala contra uma eventual guerra no Iraque. Ainda antes de assumir a presidência da UE, ou seja, no final do ano passado, o chefe do Executivo grego tinha confessado recear que um conflito dificultasse a sua tarefa de coordenar a acção dos Quinze.

Se Bagdad for bombardeada, Atenas terá de fazer com que os Quinze mantenham uma posição conjunta, mas o maior medo do Governo grego é que uma guerra venha ensombrar seis meses de trabalho que se adivinham complicados.

Apesar de tudo, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Georges Papandreou, já fez saber que “com ou sem guerra” tudo fará para alcançar o sucesso à frente da UE. Sob o mote “A Nossa Europa: Partilhar o Futuro numa Comunidade de Valores”, a Grécia definiu cinco prioridades para o semestre: continuar o processo de alargamento, implementar a Estratégia de Lisboa, desenvolver a política de imigração e asilo, aprofundar o debate sobre o futuro da Europa e as relações externas.

COMISSÁRIA QUER ENERGIA NUCLEAR NA EUROPA

"A União Europeia não pode permitir-se o luxo de renunciar à energia nuclear". Quem o diz é a comissária europeia para os Transportes e Energia, Loyola de Palacio, em entrevista ao diário espanhol “El Mundo”.

Para a comissária espanhola, o facto de a Europa depender de países terceiros a nível energético faz com que não “possa renunciar ao uso da energia nuclear”. Uma situação que para Palacio é “um facto e não uma questão de se gostar mais ou menos”.

"Há que aumentar a segurança nas centrais nucleares e homogeneizar as normas europeias”, acrescentou a comissária, precisando que o assunto será discutido, pela primeira vez, durante o Conselho de Ministros da Energia, previsto para Maio.

Além da dependência energética da UE, Palacio justifica o relançamento do nuclear pela necessidade de reduzir as emissões de gás na atmosfera. Na entrevista, Palacio fala, também, sobre a crise provocada pelo “Prestige” para afirmar ter denunciado a Irlanda e a França ao Tribunal do Luxemburgo pela não aplicação de medidas de segurança suficientes aos navios.
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