Cristas quer que o CDS seja “a primeira escolha”

No encerramento do congresso, em Lamego, a líder centrista assumiu-se como “a alternativa ao Governo”.
Por Luís Oliveira|12.03.18
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Assunção Cristas, ontem reeleita presidente do CDS-PP no congresso realizado em Lamego, diz que vai trabalhar para que o partido seja "a primeira escolha" do eleitorado, defendendo que nas eleições legislativas só os centristas são uma escolha "clara, segura e inequívoca". Rui Rio, líder do PSD, que ouvia o discurso na primeira fila, não esboçou qualquer movimento facial, mas a secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, sorriu.

Assunção Cristas, que foi eleita com perto de 90% dos votos (menos cerca de seis pontos percentuais do que há dois anos), saiu do 27º congresso do CDS a garantir que é "a alternativa, a opção dos que rejeitam o socialismo, que nos governou em 14 dos últimos 20 anos, que passou 14 anos a endividar-nos e a comprometer o futuro das novas gerações e a afastar-nos da média europeia".

No discurso de encerramento do conclave centrista, Cristas deixou "uma palavra especial" ao presidente do PSD, sem nunca lhe dizer que era primeira alternativa [para formar governo] e melhor do que ele - o que aconteceu na véspera. No fim, Rui Rio disse que a líder do CDS "fez o seu papel". "Acho que a doutora Assunção Cristas disse o que lhe compete dizer. Naturalmente que há uma diferença muito grande de votações e intenções de voto, mas está a fazer o papel dela e muito bem", argumentou.

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