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Correio da Manhã

Política
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Cristas: "Esta é a austeridade ‘a la esquerda’"

Deputada do CDS-PP diz que o orçamento traz riscos graves
23 de Fevereiro de 2016 às 18:52
Assunção Cristas fotografada na quarta-feira na Assembleia da República
Assunção Cristas fotografada na quarta-feira na Assembleia da República FOTO: Pedro Catarino

A deputada centrista Assunção Cristas falou esta terça-feira em nome do CDS-PP no encerramento do debate do Orçamento de Estado para 2016. Num tom muito crítico, acusa o Governo de aumentar impostos que penalizam mais os mais pobres. Refere os aumentos dos impostos sobre os combustíveis, por exemplo, que, segundo Cristas, penalizam quem tem menos poder de compra. Assunção Cristas aponta os defeitos do que considera ser um  "Orçamento da Austeridade ‘a la esquerda’".

A candidata a líder do CDS-PP diz que casais com filhos vão pagar mais impostos. "É simpático devolver tudo a todos de uma vez" mas não vai dar resultado. A anterior ministra da Agricultura diz que o momento económico do país vai agravar-se: "Voltámos ao tempo dos juros do tempo da ‘Troika’ e sem confiança".

O CDS insistiu no debate em conhecer o ‘Plano B’ do governo para o caso da execução orçamental correr mal. E não gostou da resposta "Este é o orçamento da dúvida quanto à possibilidade da sua execução. Riscos estão sinalizados e há um plano B que não conhecemos".

Detalhando as contas dos ministérios, Cristas sublinha que a Educação perde 82 milhões de euros e a Cultura, 2 milhões de euros. E pergunta: "Era para isto que queriam um ministro da cultura?"

A deputada diz qual o caminho defendido pelos centristas: "Da minha parte, podem espera r que iremos criticar com acutilância e demonstrar alternativa. Somos pelo rigor, gradualismo, moderação (…)Devolveríamos os rendimentos de forma gradual e definitivamente". Este Orçamentos, diz Cristas, "Não virou a página da austeridade e queimou a credibilidade".

No discurso no Parlamento, a deputada aponta os riscos da execução orçamental: "Pela pressa e imprudência colocam os portugueses em risco. Se este orçamento falhar é porque o país estará pior do que encontrou em novembro de 2015 quando o governo assumiu funções. Se correr mal, peço aos quatro pais do orçamento que assumam responsabilidades e não façam como as crianças da escola"

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