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Correio da Manhã

Política
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Críticas às férias foram mesquinhas

O primeiro-ministro lamentou ontem as críticas “mesquinhas” às suas férias no Quénia numa altura em que Portugal estava a ser devastado pelas chamas e garantiu que o País nunca esteve abandonado. “A exploração política do tema das minhas férias tem sido demagógica, injusta e mesquinha. O País teve sempre um primeiro-ministro em funções”, afirmou ontem José Sócrates, justificando a sua ausência com a presença do seu número dois, António Costa.
19 de Agosto de 2005 às 00:00
José Sócrates considerou ontem que os ataques de que foi alvo são 'politiquices'
José Sócrates considerou ontem que os ataques de que foi alvo são 'politiquices' FOTO: Vítor Mota
José Sócrates assegurou que antes de partir de férias acertou com o ministro da Administração Interna “para que o País tivesse na coordenação de todo o Governo alguém que tem a responsabilidade pelo combate aos fogos”. E fez mesmo questão de elogiar, à margem de uma visita ao Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, o desempenho de António Costa como primeiro-ministro durante a sua ausência do País: “Quero salientar a forma competente e empenhada como o ministro António Costa tem dirigido toda a operação de combate aos incêndios. Presto esta homenagem porque foram dias muito difíceis”.
Foram várias as personalidades e dirigentes partidários que criticaram a ausência do primeiro-ministro. Desde Marcelo Rebelo de Sousa a Pacheco Pereira foram particularmente duros. Segundo afirmaram, Sócrates faltou numa altura em que o País mais precisava de um primeiro-ministro. José Sócrates refutou as críticas e acusou: “Os ataques de que fui alvo são injustificados, não são próprios de política, mas sim de politiquices”.
O caso das férias do primeiro- ministro no Quénia foi abordado no passado dia 11 no Parlamento. Durante uma reunião conjunta da Comissão de Assuntos Constitucionais e da Subcomissão da Agricultura, António Costa acabaria por admitir que José Sócrates o questionou para saber se havia ou não de regressar.
“O sr. primeiro-ministro telefonou-me mais de duas vezes a questionar-me se deveria voltar ou não. Eu disse-lhe, por mais de duas vezes, que não se justificava interromper as suas férias. Se alguém cometeu um erro fui eu”, afirmou António Costa, perante as críticas dos deputados do PSD e do CDS-PP.
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