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Correio da Manhã

Política
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Críticos contra Rui Rio por acentuar divisão no PSD

Pedro Duarte diz que líder cria linha que rasga PSD e Hugo Soares que presidente não assume erros.
Diana Ramos 23 de Outubro de 2019 às 08:46
Rui Rio: 'Não há desastre nenhum!'
PSD Rui Rio
David Justino reconheceu após o fecho das urnas a derrota do PSD
Rui Rio
Rui Rio: 'Não há desastre nenhum!'
PSD Rui Rio
David Justino reconheceu após o fecho das urnas a derrota do PSD
Rui Rio
Rui Rio: 'Não há desastre nenhum!'
PSD Rui Rio
David Justino reconheceu após o fecho das urnas a derrota do PSD
Rui Rio
O anúncio da recandidatura de Rui Rio à liderança do PSD é visto pelas outras candidaturas como uma porta aberta à "clarificação", mas o tom do presidente é visto como pouco agregador. "É uma falsa partida" com um "discurso agressivo e divisionista" que "não abona em nada a quem quer um partido mobilizado", diz ao CM uma fonte social-democrata.

Em muitas distritais, o sentimento é de que Rio voltou a demonstrar "que a culpa é dos militantes", rejeitando quaisquer responsabilidades pelo resultado eleitoral e pela "receita que apresentou", diz um dirigente.

Pedro Duarte, apoiante de Luís Montenegro, foi um dos que deu a cara na defesa do ex-líder parlamentar e candidato às diretas de janeiro, para frisar que "o anúncio foi clarificador".

"Ficou muito claro que há duas linhas de orientação política que os militantes poderão escolher: por um lado, uma linha em que Rui Rio afirma a vontade de separar, rasgar e dividir o partido entre os que gostam e os que não gostam dele", começou por afirmar, acusando o atual líder de "condicionar o futuro do partido, excluindo os que considera não poderem fazer parte do seu projeto".

Hugo Soares, um dos homens mais próximos de Montenegro, também não poupou Rio: "Foi um discurso com bastante azedume, virado para dentro", disse à TSF. Para o ex-deputado "dá a sensação de que [Rio] não gosta do PSD" e insiste em não assumir os erros.

José Eduardo Martins, que apoia a candidatura de Miguel Pinto Luz, entende que o líder "tem pouca razão de queixa de fragmentação do partido"."Rui Rio, basicamente, tem de se queixar de si próprio", sublinhou, destacando que até as movimentações de Montenegro em janeiro passado foram "uma tentativa de golpe tão fraquinha que morreu numa semana, e só lhe deu mais força para fazer o último ano de mandato com toda a liberdade", afirmou à TSF.

Negrão diz que "foi ano e meio duro"
"Foi um ano e meio muito duro, de luta política muito violenta", afirmou à TSF o líder parlamentar Fernando Negrão, para justificar a falta de disponibilidade para presidir à bancada. Negrão considerou razoável a decisão de Rio de assumir o lugar. 
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