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Correio da Manhã

Política
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CROÁCIA PEDE ADESÃO À UE

A Croácia entregou na sexta-feira passada em Atenas, o pedido formal de adesão à União Europeia (UE), se possível já a partir de 2007.
24 de Fevereiro de 2003 às 17:06
O documento, que formaliza a intenção de aderir no segundo alargamento a leste em 2007, foi assinado pelo primeiro-ministro croata, Ivica Racan, e pelo chefe de Estado, Stipe Mesic, tendo sido entregue à presidência rotativa da UE, exercida no presente pela Grécia.

A Croácia apresenta o seu pedido de adesão numa altura em que dois dos seus vizinhos, Eslovénia e Hungria, se preparam para se juntar aos Quinze em 2004. A Roménia, que faz igualmente fronteira com a Croácia, é também candidata ao segundo alargamento a leste, previsto para 2007.

O ano de 2000 viu a chegada ao governo de forças renovadoras, que fizeram a Croácia entrar numa fase de importantes reformas, todas elas com o objectivo de reduzir o atraso provocado por anos de guerra nacionalista e de adoptar critérios europeus de convergência. O presidente croata, Stipe Mesic, defendeu na altura que "a estratégia nacional terá de passar sempre pela União Europeia".

Em 2001, a Croácia tinha já assinado um Acordo de Estabilidade e de Associação com a União Europeia, considerado o primeiro passo em qualquer processo de adesão. O país apresenta resultados económicos positivos. Em 2002, fixou a taxa de inflação nos 2,2% com um crescimento na ordem dos 4 por cento. Bruxelas, no entanto, exige esforço maior.

No contexto da adesão à UE, o governo de Zagreb terá de se comprometer a cooperar com o Tribunal Penal Internacional (TPI), o que é um assunto delicado para os croatas, dado o seu envolvimento na guerra da desagregação jugoslava. Para já, o TPI exige a detenção de Janko Bobetko, antigo chefe militar, acusado de crimes de guerra.
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