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Correio da Manhã

Política
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DCIAP quer casa nova

Os funcionários do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) instalados num prédio do Ministério da Defesa em Lisboa têm de sair, mas não há espaço no edifício-sede para os acolher. A falta de condições nas instalações do DCIAP já motivou obras num prédio que pertenceu ao SIS, mas a transferência dos serviços para aquele espaço foi abortada.
30 de Janeiro de 2012 às 01:00
Sede do DCIAP na rua Braamcamp, em Lisboa
Sede do DCIAP na rua Braamcamp, em Lisboa FOTO: Pedro Catarino

Ao que o CM apurou, a Estamo – holding que administra o património imobiliário do Estado – comunicou ao DCIAP, gerido por Cândida Almeida, que os pisos ocupados no prédio do Ministério da Defesa pelos investigadores teriam de ser desocupados. Recentemente, houve uma reuniu em que Cândida Almeida esteve presente e onde foi encontrada uma solução.

No edifício que a Estamo quer desocupar estão peritos financeiros e o procurador Rosário Teixeira, que tem em mãos alguns dos principais casos de criminalidade económica do País.

Dadas as limitações de espaço e falta e condições de segurança das actuais instalações do edifício-sede do DCIAP, o CM sabe que foram feitas diligências para que o departamento fosse transferido para o antigo edifício do SIS, na rua Braamcamp. Foram realizadas obras de adaptação das instalações às necessidades do DCIAP. Mas, após realização de obras, a solução foi posta de parte.

RENDA DE 14 MIL EUROS

No edifício-sede instalado num prédio do Ministério da Defesa, em Lisboa, o DCIAP paga uma renda mensal de 9 mil euros. A transferência para o prédio do SIS, também em Lisboa, implicaria o pagamento mensal de 14 mil euros, sabe o CM. Fonte oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR) garante que "a instalação dos serviços do DCIAP está em vias de solução", mas recusa revelar o espaço onde tais serviços ficarão situados e comentar o valor das rendas atrás referidas.

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