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Correio da Manhã

Política
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Defensor Moura: Cavaco é “líder partidário”

O candidato presidencial Defensor Moura garantiu esta quinta-feira não precisar de arruadas para conhecer o País ou "sentar-se nos capôs" dos automóveis, como fez o candidato Cavaco Silva, a quem acusou de se comportar como "líder partidário".
13 de Janeiro de 2011 às 14:09
Defensor Moura quer ser reconhecido por quem é e pelas suas ideias
Defensor Moura quer ser reconhecido por quem é e pelas suas ideias FOTO: Lusa/António Cotrim

À margem de uma visita à Associação Cabo-verdiana, em Lisboa, o candidato independente à Presidência da República quer ser reconhecido por quem é e pelas suas ideias.         

"E que podem ser confirmadas por quem me conhece no dia-a-dia e não por andar sentado em cima de capô de carro, que eu não sou malabarista", afirmou, citado pela agência Lusa.         

O deputado socialista argumentou que contacto na rua não é sinónimo de se conhecerem as pessoas, mas antes "falar tranquilamente e conhecer os seus problemas com tranquilidade".         

Instado a comentar as declarações de Cavaco Silva, que quarta-feira admitiu uma crise política, além da económica e social, Defensor Moura lamentou que o candidato "esteja a perder o norte".         

"Ao contrário do que pensava, quando é acossado não fica calmo e fica excitado e começa a comportar-se quase como um líder partidário e não como um candidato à Presidência da República", acusou.         

"Em sintonia com o discurso do maior partido da oposição, prepara-se a demissão deste Governo", anteviu.          

O independente lembrou que desde o seu debate televisivo com Cavaco Silva que se percebeu que o candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP "não era imaculado e podiam ser apontados os seus erros e desestabilizada a carapaça de ser isento".        

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