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Correio da Manhã

Política
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DEFESA PREMEIA HISTORIADORA

A historiadora Isilda Maria dos Santos da Costa Monteiro foi a vencedora do Prémio Defesa Nacional 2002, com a obra ‘O Parlamento, os Militares, a Questão Militar e a Defesa Nacional (1851-1870)’. O prémio, no valor de 5 mil euros, foi entregue na passada segunda-feira pelo ministro da Defesa, Paulo Portas.
14 de Novembro de 2003 às 00:00
Isilda Costa Monteiro, de 41 anos, natural de Braga, é professora da Universidade Portucalense Infante D. Henrique. A cerimónia de entrega do prémio decorreu no Palácio da Independência, durante a sessão inaugural do XIII Colóquio de História Militar. Participaram no evento, o secretário de Estado da Defesa e Antigos Combatentes, Henrique de Freitas; o Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) general Valença Pinto; e o Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Tenente-General Fernandes Nico.
Paulo Portas felicitou o trabalho de Isilda Costa Monteiro e, referindo-se à obra, declarou: "Há pouco conversava com o senhor general Valença Pinto sobre a reorganização do Exército de 1863, alguma coisa nos poderá ajudar, certamente, nos projectos que o senhor General e eu próprio temos". Isilda Costa Monteiro sustenta, no seu trabalho, que a questão militar ocupa um lugar central no debate parlamentar nas décadas de 50 e 60 do Século XIX. "Abrindo-a à sociedade e aos civis, em busca de soluções que não poderiam, sob o risco de sobrevivência do próprio regime liberal, continuar a ser procuradas na ponta das armas ou num improdutivo confronto ideológico, o poder político e os militares trazem, dessa forma, a questão militar para o campo aberto da política e revestem-na de uma inquestionável dimensão nacional.”- afirma Isilda Costa Monteiro.
durante a cerimónia Portas condecorou também o coronel Carlos Bessa, secretário-geral da Comissão Portuguesa da História Militar (CPHM), com a Medalha da Defesa Nacional de 1ª Classe. Na ocasião, informou que o Governo “nomeará, muito em breve”, o novo presidente da Comissão Portuguesa de História Militar (CPHM), cargo que está por preencher desde o passado dia 25 de Abril, por morte do General Manuel Themudo Barata.
IDEIA DE FERNANDO NOGUEIRA
O Prémio Defesa Nacional foi instituído em Janeiro de 1991, pelo então ministro da Defesa Nacional, Fernando Nogueira, e destina-se a galardoar os trabalhos apresentados por cidadãos nacionais relativos à história militar portuguesa. tem por objectivo estimular e vincar a ligação entre o estudo, a investigação e as matérias da Defesa Nacional como forma de modernizar e activar o exercício da cidadania relativamente a um vínculo fundamental entre o Estado e a sociedade, o vínculo que se estabelece através das Forças Armadas. No último ano, o valor do prémio foi de 7.482,00 euros (1.500 contos). Este ano, atendendo à contenção orçamental, mas reconhecendo o mérito do prémio, o ministro da Defesa reduziu o valor do mesmo, fixando o montante em 5 mil euros (mil contos). Este ano, concorreram seis autores, tendo o júri, no passado dia 16 de Setembro, decidido, por unanimidade, atribuir o prémio à historiadora Isilda Costa Monteiro. Além do Coronel Carlos Bessa, que presidiu, o júri foi formado pelos vogais da CPHM, Tenente-General António de Jesus Bispo e Tenente-Coronel Henrique Aniceto Afonso, e pelos professores Doutores António Pedro Vicente, António Oliveira Ramos e António José Telo.
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