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Correio da Manhã

Política
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DEUS PINHEIRO PASSA AO ATAQUE

João de Deus Pinheiro alterou o enfoque das suas intervenções na campanha eleitoral para as Eleições Europeias, passando das intervenções centradas em temas genéricos para o ataque directo ao PS. Quinta-feira à noite, em Famalicão, o cabeça de lista da coligação (PSD / CDS-PP) “Força Portugal” acusou os socialistas de terem “um vazio de ideias” e de se “subordinarem ao radicalismo de extrema-esquerda (porque) não têm esperança de ser Governo”.
4 de Junho de 2004 às 09:35
Os discursos em torno da inovação e competitividade portuguesas, do papel de Portugal na Europa e das promessa de trabalho, e mais trabalho no Parlamento Europeu foi esquecido ontem à noite em Famalicão, Minho. Deus Pinheiro começou por dizer que “o PS tem um vazio de ideias” e que procura substituir esse vazio “por caminhos fáceis, como dizer mal do Governo”. O candidato conservador disse ainda que “o PS alinha-se, encosta-se, subordina-se ao radicalismo de extrema-esquerda” e concluiu: “Quem é radical são os que não têm esperança de ser Governo”.
Recuperando a temática socialista sobre o voto europeu como cartão amarelo, ou vermelho à governação PSD / CDS-PP, Deus Pinheiro declarou que o amarelo fica bem ao PS porque “é a cor dos que não têm coragem”. O candidato tentou ‘virar o feitiço contra os feiticeiros’, apelando aos eleitores para que garantam que, a 13 de Junho, os socialistas fiquem “com um sorriso amarelo”.
O antigo ministro Ferreira do Amaral participou no comício de ontem à noite e assumiu o papel de desenrolar as críticas directas ao candidato socialista Sousa Franco. O antigo ministro e ex-candidato presidencial do PSD insistiu na retórica do défice, em relação ao qual os conservadores atribuem a paternidade ao cabeça de lista do PS para as Eleições Europeias. Desta vez, Ferreira do Amaral disse que Sousa Franco “apresenta um grande défice de credibilidade na Europa”. Ferreira do Amaral apelou ao voto no seu ‘amigo’ Deus Pinheiro, declarando que o eleitor não pode escolher “o segundo plano, o refugo da política”.
No mesmo comício participou ainda um candidato do CDS-PP na lista da coligação “Força Portugal”, José Ribeiro e Castro, que recuperou as acusações de xenofobia e racismo dirigidas por Sousa Franco contra os populares. “Algém acredita que a União Europeia seja hoje presidida pela extrema-direita?”, questionou Ribeiro e Castro, lembrando que a UE é actualmente presidida pelo primeiro-ministro holandês e que este lidera um partido integrado na União da Europa das Nações, a família política do Parlamento Europeu na qual se integra o CDS-PP.
Ribeiro e Castro apontou ainda ‘baterias’ na direcção do ‘número dois’ da lista do PS, António Costa, acusando-o de ser um “inventor de serviço”. O candidato popular referia-se ao facto de António Costa ter “inventado” uma ‘ponte’ (no dia 11) que o Governo não concedeu e de ter criticado a carta de apelo ao civismo durante o Euro’2004 distribuída pelo ministro-adjunto José Luís Arnaut. “Será que também vai desancar o Presidente da República por ter passado o dia com a Selecção?” questionou o candidato.
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