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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

DINENSINO PRESTA CAUÇÃO DE 1,4 MILHÕES

A cooperativa de ensino Dinensino, que gere a Universidade Moderna, prestou ontem no Tribunal de Trabalho de Lisboa uma caução de quase 1,4 milhões de euros, para evitar a execução de uma acção movida por dois ex-cooperadores.

26 de março de 2003 às 10:04

Elias Belard Rodrigues, antigo vice-presidente da direcção, e seu filho, Elias Duarte, ex-inspector-geral da universidade, que se constituíram também assistentes no julgamento do caso Moderna, exigiram em Tribunal de Trabalho uma indemnização de 280 mil contos por terem sido despedidos, sem justa causa, como funcionários da Dinensino, após o escândalo ter rebentado em 1999.

Segundo fonte da direcção da Dinensino, o Tribunal de Trabalho decidiu a favor da família Belard em Dezembro de 2002, tendo a cooperativa sido obrigada a prestar uma caução de 280 mil contos enquanto aguarda o resultado de um recurso que interpôs para o Tribunal da Relação de Lisboa.

O prazo para prestar a caução terminava hoje, pelo que a Dinensino optou por fazer o depósito ontem, através de uma garantia bancária, adiantou a fonte.

A actual direcção da Dinensino é presidida por Rui Albuquerque, que se tornou o homem forte da universidade após a saída de José Braga Gonçalves. Existem dúvidas sobre se irá recandidatar-se à presidência da Dinensino nas eleições para os órgãos sociais, previstas para Abril. Fontes ligadas à universidade garantiram que "existe um movimento de professores de Lisboa e do Porto que pretendem que Rui Albuquerque se recandidate".

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