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O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) vai preencher, até dia 25 de Abril, 49 vagas para diplomatas em diversos consulados, embaixadas e representações permanentes espalhados pelo mundo.
Em comum, todas as pessoas escolhidas pelo Conselho Diplomático e aprovadas por Freitas do Amaral, ministro dos Negócios Estrangeiros, vão ter rendimentos bastante elevados: apesar de os salários oscilarem entre um mínimo de 1624 euros, para um secretário, e um máximo de 2647 euros, para um conselheiro, com os abonos de representação e de residência os rendimentos disparam para 13 605 euros, no caso de secretário em Barcelona, e 17 806 euros, no caso de conselheiro em Nova Iorque.
Segundo disse ontem ao CM Carneiro Jacinto, assessor de Imprensa do MNE, “todos os anos há um, ou mais, movimentos diplomáticos ordinários”. Ou seja, é preciso preencher as vagas em aberto, tal como as 49 deste ano, e sempre com o aval de Freitas do Amaral. Só no caso de nomeações de embaixadores é que a última palavra cabe ao Presidente da República e não ao ministro.
No movimento diplomático que decorre, há oito vagas em sete Consulados Gerais, 30 em 25 Embaixadas, dez lugares em cinco representações permanentes e um lugar em um Consulado. Os lugares disponíveis para trabalhar fora do País vão de ministro a secretário.
BARCELONA É A MAIS ABONADA
No que se refere aos rendimentos, de embaixadores a adidos, os valores são elevados. E é em Espanha que estão instalados os diplomatas mais abonados: Em Barcelona, um ministro plenipotenciário (o cargo abaixo de embaixador) recebe por mês 10 983 euros de representação e 3820 para habitação. São 14 804 euros a somar a um ordenado entre 3608 e 3007 euros. No mesmo Consulado, os abonos dados a um conselheiro totalizam 13 736 euros, mais um salário-base entre 2646 euros e 2165. Já um secretário recebe 11 622 euros, mais um ordenado entre 2045 e 1624 euros.
Em Nova Iorque, o abono para habitação pode chegar aos sete mil euros no caso de um conselheiro ou secretário de topo nas Nações Unidas. Mais baixo, de 1550 euros, é o abono para residência dado a um secretário em Adis Abeba (Etiópia). Mas este valor tem em conta o agregado familiar e o risco associado à cidade.
Os factores de segurança e a importância estratégica nas relações entre Portugal e os países onde se faz representar determinam os valores a atribuir aos diplomatas, consoante o cargo que ocupam e o seu escalão profissional. Só que estes factores determinantes não parecem fáceis de calcular. No caso do abono de representação, pago a um secretário, por exemplo, é igual em Nova Deli (Índia) e em Moscovo (Rússia).
BRASIL MAIS ATRAENTE QUE ANGOLA
O Consulado Geral português na Bahía (Brasil) é mais bem pago que em Luanda (Angola). Por exemplo, um ministro recebe de abono de representação 9127 euros na cidade brasileira e o seu homólogo na capital angolana, cidade onde o risco é mais elevado, recebe 8019 euros. No panorama dos países de língua portuguesa, os custos associados a embaixadas, como a de Díli, em Timor-Leste, Luanda, Maputo, em Moçambique, e Brasília, no Brasil, são muito idênticos. Nestas cidades, um secretário recebe de abono de representação entre 6900 e 6700 euros.
Nos países africanos, a maioria dos diplomatas não recebe qualquer valor para a habitação, uma vez que, ficam alojados em casas do Estado. Já no Brasil e em Timor, um secretário, por exemplo, recebe de abono de residência 2100 e 2772 euros, respectivamente. Curioso é ainda o facto de Luanda ser a cidade que mais vagas tem disponíveis: um ministro e dois secretários para a embaixada e um cônsul-geral e outro adjunto para o Consulado Geral.
CONSULADOS
Há sete vagas para cônsul-geral, uma em cada Consulado Geral das seguintes cidades: Barcelona (Espanha), Bordéus (França), Dusseldorf (Alemanha), Londres (Inglaterra), Bahía (Brasil), Beira (Moçambique) e Luanda (Angola). Em Luanda há ainda em aberto uma vaga de cônsul-geral adjunto. No Consulado de Belém (Brasil) há uma vaga de cônsul.
REPRESENTAÇÕES
É preciso preencher três lugares de conselheiro na ONU, em Nova Iorque. No entanto, há mais sete lugares disponíveis repartidos pelo Conselho da Europa, NATO, e ONU em Genebra, e REFER.
EMBAIXADAS
As Embaixadas portuguesas no mundo têm 30 vagas. Por exemplo, em Luanda, Pequim (China) e em Washington (EUA) é necessário ocupar uma vaga de ministro plenipotenciário.
SALÁRIOS DOS DIPLOMATAS EM 2006
EMBAIXADOR
Escalão 1 - 3.729,57 euros
Escalão 2 - 3.910,04 euros
Escalão 3 - 4.090,05 euros
MINISTRO PLENIPOTENCIÁRIO
Escalão 1 - 3.007,72 euros
Escalão 2 - 3.248,34 euros
Escalão 3 - 3.368,64 euros
Escalão 4 - 3.488,95 euros
Escalão 5 - 3.609,25 euros
CONSELHEIRO DE EMBAIXADA
Escalão 1 - 2.165,55 euros
Escalão 2 - 2.285,87 euros
Escalão 3 - 2406,17 euros
Escalão 4 - 2.646,78 euros
SECRETÁRIO
Escalão 1 - 1.624 euros
Escalão 2 - 1.684,31 euros
Escalão 3 - 1.804,62 euros
Escalão 4 - 1.924,94 euros
Escalão 5 - 2.045,25 euros
ADIDO
Escalão 1 - 1.503,85 euros
ABONOS EM EMBAIXADAS E CONSULADOS
Os abonos de representação e de residência para diplomatas variam de país para país, em função do risco e da importância estratégica do local. Espanha tem as compensações financeiras mais elevadas. Em contrapartida, Washington, uma das capitais mais caras do Mundo, e Tunes, que tem um nível de perigo mais elevado, têm abonos inferiores.
ONU (Nova Iorque)
Conselheiro - 15.159 euros
Secretário - 14.775 euros
WASHINGTON
Ministro - 12.934 euros
Secretário - 8.517 euros
SALVADOR DA BAHÍA
Ministro - 11.971 euros
Conselheiro - 11.179 euros
REPER (Bruxelas)
Conselheiro - 10.647 euros
Secretário - 8.925 euros
NATO (Bruxelas)
Conselheiro - 10.647 euros
Secretário - 8.925 euros
LONDRES
Secretário - 10.329 euros
BARCELONA
Ministro - 14.803 euros
Conselheiro - 13.736 euros
RABAT
Conselheiro - 9.294 euros
Secretário - 8.384 euros
TUNES
Conselheiro - 8.198 euros
Secretário - 7.830 euros
ROMA
Secretário - 9.058 euros
ZAGREB
Conselheiro - 10.547 euros
Secretário - 8.773 euros
DUSSELDORF
Ministro - 12.291 euros
Conselheiro - 11.471 euros
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