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Correio da Manhã

Política
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Dívida está perdoada

Portugal vai perdoar “na íntegra” a dívida de Moçambique, segundo garantiu ontem o primeiro-ministro, José Sócrates, no final de um encontro com o presidente moçambicano, Armando Guebuza, no Palácio da Vila, em Sintra.
3 de Novembro de 2005 às 00:00
Sócrates e Guebuza acertaram perdão total da dívida
Sócrates e Guebuza acertaram perdão total da dívida FOTO: João Relvas/EPA
O primeiro-ministro salvaguardou, porém, que, por razão dos “compromissos com Bruxelas”, como a redução do défice orçamental, “o perdão total da dívida a Moçambique não será para já objecto de registo”. A par do perdão da dívida, José Sócrates assinalou que o encontro de ontem permitiu a assinatura de um Plano de Cooperação Anual, com uma verba de 19,6 milhões de euros, e o limar de arestas no que respeita à questão da barragem de Cahora Bassa.
“Pela parte portuguesa, sinto que estamos muito perto”, declarou o primeiro-ministro, no que foi secundado pelo presidente moçambicano. Os dois governantes recusaram prever um prazo para a conclusão do processo, remetendo para “questões mais técnicas” a resolver entre as respectivas delegações (Ministério das Finanças, no caso português).
A visita a Portugal foi a primeira etapa de um périplo por vários países europeus, efectuado pelo presidente moçambicano, tendo nas palavras do próprio Armando Guebuza servido para “cimentar as relações de amizade” e reforçar a confiança dos portugueses, tendo em vista o relançamento do investimento naquele país africano. Investimentos que o primeiro-ministro defende dependerem “da vontade e risco dos privados, mas que “em nome do Estado” promete apoiar.
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