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Correio da Manhã

Política
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DURÃO CONTRARIA POSIÇÃO DE SAMPAIO

O primeiro-ministro, Durão Barroso, defendeu ontem que devem ser mantidas, “sem exclusão de opções”, as pressões internacionais sobre o Iraque, o que equivale a dizer que admite a intervenção unilateral dos EUA.
17 de Setembro de 2002 às 20:55
Posição contrária assumiu na segunda-feira o Presidente da República, Jorge Sampaio, que sustenta que uma eventual intervenção norte-americana no Iraque à margem do Conselho de Segurança das Nações Unidas seria “um convite à anarquia”.

No entanto, para o chefe do Executivo é ao “Governo português que compete a condução da política externa” e portanto é “um erro excluir qualquer opção”. O primeiro-ministro recusou, contudo, pronunciar-se sobre a carta enviada pelo Iraque ao Conselho de Segurança da ONU e admitiu que Bagdad deveria convencer a comunidade internacional “que não está a enveredar por qualquer manobra dilatória”.

Durão Barroso sublinhou ainda que a posição do Executivo “tem sido claramente a favor de uma intervenção multilateral” mas “é um erro não pressionar uma ditadura que constantemente viola as resoluções das Nações Unidas". O primeiro-ministro acrescentou que não se podem “dar sinais de transigência quando se enfrenta uma ameaça real", acreditando ser esta "a opinião de todas as pessoas que querem uma solução para o problema iraquiano".
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