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Correio da Manhã

Política
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"Duvido que o caso Freeport tire a maioria absoluta ao PS"

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou esta terça-feira que duvida que o caso Freeport possa contribuir para retirar a maioria absoluta ao PS nas próximas eleições legislativas e manifestou confiança num julgamento feito pelos portugueses.
21 de Abril de 2009 às 22:48
'Duvido que o caso Freeport tire a maioria absoluta ao PS'
'Duvido que o caso Freeport tire a maioria absoluta ao PS' FOTO: Mariline Alves

'Duvido que isso aconteça', afirmou o primeiro-ministro, em resposta a Judite de Sousa e José Alberto Carvalho, acrescentando que neste caso, já teve as consequências eleitorais durante a última campanha em 2005.

'Na última campanha eleitoral já fui vítima de uma campanha negra', afirmou José Sócrates, recusando estar a assumir o papel de vítima.

'Tenho pouco jeito para servir de vítima. Não me vencem desta forma. Enfrentarei com coragem esta provação que estou a passar', disse, depois de já ter assumido que o casso Freeport é para si 'uma cruz'.

SÓCRATES NEGA CRISE COM CAVACO

Sócrates disse não acreditar que Cavaco Silva se 'deixe instrumentalizar pela oposição', e negou a existência de uma crise institucional.

'Se a oposição acha que pode aproveitar ou tentar instrumentalizar o Presidente da República para as suas posições, julga mal. Faço justiça de pensar que o senhor Presidente da República não se envolve nem deixa envolver no clima de pré-campanha eleitoral que já estamos a viver', sustentou.

Confrontado pelos jornalistas da RTP com as advertências de Cavaco Silva em relação aos grandes investimentos públicos, o primeiro-ministro considerou 'abusivas' as interpretações que sustentam que essas palavras se dirigiram ao seu Governo.

'Quando há divergência entre mim e o senhor Presidente da República,  essas divergências são transparentes. Já divergi sobre o Estatuto dos Açores,  na lei do divórcio e na lei da paridade, e sempre foi assumido por ambas  as partes como normal em democracia e com respeito institucional', começou por dizer o primeiro-ministro, para depois sublinhar que, 'quer eu quer o Presidente da República temos consciência de que a cooperação  institucional é um bem inestimável e é o que os portugueses esperam. É fundamental  para o regime democrático, em particular neste momento de crise'.

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