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Correio da Manhã

Política
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“É fácil edificar em área agrícola”

"Até metade dos terrenos onde foi construído o Centro Comercial Colombo, em Lisboa, era Reserva Agrícola Nacional [RAN]. Fui eu que fiz o negócio", afirmou Manuel Vieira, construtor civil e consultor da empresa Sonae. Manuel Vieira depôs no Tribunal de Gondomar como testemunha de Laureano Gonçalves, um dos arguidos do processo de compra e venda da Quinta do Ambrósio.
13 de Maio de 2009 às 00:30
Arguido Laureano Gonçalves preferiu não entrar ontem de manhã no tribunal, mas esteve sempre por perto
Arguido Laureano Gonçalves preferiu não entrar ontem de manhã no tribunal, mas esteve sempre por perto FOTO: Miguel Pereira

"A minha experiência diz-me que era e ainda é fácil tornar edificável um terreno em RAN. E isto acontece a nível nacional", afirmou Manuel Vieira na instrução do processo em que é também arguido Valentim Loureiro.

A testemunha disse ainda que em 2000 foi abordada por Laureano Gonçalves sobre os cerca de 50 mil metros quadrados em Fânzeres e que o advogado lhe disse que parte era RAN. Assumiu também que não o comprou para construir um centro comercial porque a área não era suficientemente grande para o projecto.

Quanto ao preço, disse que, à época, os terrenos em causa "valiam, à vontade, um milhão de contos [cinco milhões de euros].

PORMENORES

NEGÓCIO SUSPEITO

Laureano Gonçalves, Jorge Loureiro, filho de Valentim,e José Luís Oliveira, vice da Câmara de Gondomar, compraram o terreno por um milhão de euros a uma família que estava falida.

VENDA À STCP SEM RAN

A autarquia desafectou o terreno da RAN, que foi vendido por quatro milhões de euros à STCP para uma estação de recolha de viaturas que nunca foi instalada.O negócio rendeu três milhões.

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