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Correio da Manhã

Política
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“É preciso ser persistente para que as obras se façam”

O primeiro-ministro defendeu, nesta sexta-feira, na inauguração da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara que é preciso "ser persistente" para que as obras se façam e que Portugal atingiu já a maturidade ambiental.
29 de Abril de 2011 às 14:12
"Sou de uma geração que teve que liderar com o atraso nas políticas ambientais", disse Sócrates
'Sou de uma geração que teve que liderar com o atraso nas políticas ambientais', disse Sócrates FOTO: Reuters

As posições de José Sócrates foram assumidas depois de ter visitado as novas instalações da ETAR de Alcântara - um investimento de 70 milhões de euros e que servirá uma população de 756 mil habitantes.  

Após os discursos do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e da ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, o líder do executivo demissionário lembrou o seu passado político ligado à parte do ambiente, primeiro como porta-voz do PS (a partir de 1991) e depois como secretário de Estado e ministro nos governos de António Guterres.   

"De certa forma, esta cerimónia significa para mim uma recaída ambiental.  Sou porventura dos políticos que está em melhores condições para avaliar o significado da entrada em funcionamento desta nova ETAR", disse, considerando que "a poluição do rio Tejo era uma vergonha".  

"Sou de uma geração que teve que liderar com o atraso nas políticas ambientais", disse Sócrates, sustentando, em seguida, que Portugal "atingiu agora um ponto de maturidade".  

"Se há conclusão que podemos tirar dos últimos 15 anos é que fizemos bem este trabalho. Ao longo destes 15 anos, aproveitando os fundos comunitários, Portugal foi capaz de vencer o fosso que nos separava dos países mais desenvolvidos em termos ambientais", advogou ainda.  

Quanto ao processo que levou à construção da nova ETAR de Alcântara, que atingirá 85 por cento das águas colectadas e tratadas, o primeiro-ministro disse "saber bem o que significa em Portugal fazer-se uma obra".  

"É preciso ser persistente para que as obras se façam, em particular uma obra com a ambição desta. Vamos ter uma ETAR que está à altura do melhor que se faz no Mundo. Passámos para outro estado tecnológico", concluiu o primeiro-ministro.  

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