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Correio da Manhã

Política
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“É preciso uma solução para Guantanamo”

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, afirmou esta segunda-feira que a Europa e os EUA devem encontrar uma solução para Guantanamo, numa altura em que as relações transatlânticas devem ser alteradas e podem beneficiar da mudança de presidência nos EUA.
23 de Junho de 2008 às 16:48
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado FOTO: d.r.

“É preciso uma solução para Guantanamo”, afirmou o chefe da diplomacia portuguesa no âmbito da conferência “Portugal/União Europeia e EUA – Novas Perspectivas Económicas num Contexto de Globalização”, organizada pelo Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito de Lisboa”.

Luís Amado disse em declarações aos jornalistas que essa solução deve “normalizar” o direito jurídico nesta matéria, e que pode ser benéfica para o relacionamento da Europa e dos EUA, na medida em que a continuidade do relacionamento transatlântico deve ser desenvolvido com a União Europeia (UE) como um todo e não em encontros bilaterais.

Por outro lado perspectivam-se novos pólos de poder geopolítico no mundo e a globalização avança a uma velocidade acelerada.

O campo de detenção de Guantanamo, na base militar norte-americana em Cuba, foi criado em 2002 para receber os suspeitos de terrorismo detidos no Afeganistão e chegou a albergar 800 prisioneiros provenientes de dezenas de países.

Os prisioneiros viram recentemente reconhecidos pelo Supremo Tribunal dos EUA os seus direitos constitucionais, incluindo o direito de recurso a tribunais federais.

Na base naval de Cuba, estão actualmente 270 prisioneiros, sob isolamento, no entanto, cerca de dois terços dos 800 iniciais já foram repatriados ou libertados.

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