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Correio da Manhã

Política

É uma injustiça e insensatez

"Acho que o processo é de uma injustiça e de uma insensatez que não tem tamanho”, afirmou ontem Maria das Dores Meira. A presidente da Câmara de Setúbal foi constituída arguida no âmbito do processo por alegado conluio entre autarcas e trabalhadores devido à reforma compulsiva de dezenas de funcionários da autarquia.
28 de Abril de 2007 às 00:00
Maria das Dores Meira foi constituída arguida
Maria das Dores Meira foi constituída arguida FOTO: d.r.
“Já prestei declarações na Polícia Judiciária e já fui constituída arguida”, disse e adiantou que todos os vereadores, em exercício na altura em que foram aprovadas as reformas compulsivas, cerca de 60 trabalhadores que beneficiaram das mesmas e duas juristas da autarquia, já foram ou vão ser ainda ouvidos pela PJ.
A autarca sadina considera que, ao contrário do que a investigação em Setúbal possa sugerir, as reformas compulsivas aconteceram em todos os ministérios e em todos os municípios de norte a sul do País. Convicta de que houve municípios que tiveram maior número de processos idênticos, Dores Meira considera que “o processo é de uma injustiça e de uma insensatez que não tem tamanho” e defende ainda que também seria “extremamente injusto” penalizar com a pena máxima, de demissão, trabalhadores que sempre tiveram um comportamento normal ou mesmo exemplar. “Era extremamente injusto aplicar a pena máxima – demissão – a funcionários que durante 20 ou 30 anos sempre tiveram um comportamento normal ou mesmo excelente”, disse.
Além da autarca, tinham já sido constituídos arguidos o seu antecessor Carlos de Sousa, duas funcionárias e os vereadores Paulo Valdez e Fernando Alves (PSD) e Ilídio Ferreira (PS).
VALDEZ ESTRANHA
O vereador do PSD, Paulo Valdez, também arguido na sequência de uma investigação, manifestou desde início a sua estranheza “pelo que estava a acontecer com dezenas de trabalhadores” e afirma ter votado contra a “reforma compulsiva desses funcionários”, lamentando ter sido, mesmo assim, constituído arguido.
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