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Correio da Manhã

Política
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Eleitores do CDS castigam Portas

Democratas-cristãos perdem 3,6 pontos percentuais. PSD sobe e encurta diferença face ao PS de António José Seguro, que não descola.
14 de Julho de 2013 às 01:25
A crise política está a castigar o CDS-PP
A crise política está a castigar o CDS-PP

A crise política está a castigar o CDS-PP. O partido de Paulo Portas está em queda livre. Segundo uma sondagem CM/Aximage, osdemocratas-cristãospassaram de 9,4% para 5,8%, entreosmesesde junhoejulho.São menos3,6pontos percentuais,atrás do Bloco de Esquerda (6,7%). Mais, o presidente do CDS cai para o último lugar na lista de líderes partidários, com 4,7 valores, depois de meses em terceiro à frente do secretário-geral do PS, António José Seguro.

Em junho, Portas obteve 8,8 valores. Agora fica abaixo do primeiro-ministro e parceiro de coligação, Passos Coelho, que alcança 5,5 valores.

No balanço da crise política, que começou com a saída do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e estalou a 2 de julho, com o anúncio da demissão de Portas a frisar que era "irrevogável"a sua decisão, o PSD ganha terreno junto dos inquiridos, tal como Passos Coelho.

Em junho, os sociais-democratas tinham 23,2% das intençõesdevoto.Agoragarantem 28%, subindo 4,8 pontos percentuais. O PS sobe quase dois pontos - de 35,5 para 37,4- mas a distância  em relação ao PSD é menor:decercade12pontos percentuais em junho para 9,4 pontospercentuais.Apesarda instabilidade política, o líder do PS, António José Seguro, perdeu algum terreno na confiança para primeiro-ministro: de 42,2 para 34,4%. Em sentido oposto, Passos Coelho ganhou alguns pontos:de24para29,7%,mas   mantém-se atrás do secretário--geral socialista para gerir o País.

As culpas pela crise na coligaçãodividemoeleitoradodo CDS:37,2%destacaPortas como o governante que melhor se comportou na crise, mas 36% diz que foi Passos o melhor.

No eleitorado laranja não há margem para dúvidas: só 5,3 por cento está ao lado de Portas.

FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 603 entrevistas efectivas: 279 a homens e 324 a mulheres; 135 no interior, 254 no litoral norte e 214 no litoral centro sul; 157 em aldeias, 213 em vilas e 233 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 8 a 11 de Julho de 2013, com uma taxa de resposta de 82,9%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 603 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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