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Correio da Manhã

Política
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Eleitores do PSD dão vitória ao PS

Uma vitória do PS de António José Seguro nas próximas autárquicas em outubro é o resultado da sondagem CM/Aximage, realizada entre os dias 6 e 9 de janeiro, em que o maior partido da oposição recebe quase 72 por cento (71,6%) das preferências na antevisão eleitoral. Só 11,2 por cento dos inquiridos acredita num resultado a favor do PSD. Mais, a maioria do eleitorado que vota tradicionalmente no partido de Passos Coelho também aponta a vitória dos socialistas: 64% contra 18,2% a apostar na vitória ‘laranja’.
14 de Janeiro de 2013 às 01:00
António José Seguro, líder do PS, enfrenta o seu primeiro teste eleitoral em outubro
António José Seguro, líder do PS, enfrenta o seu primeiro teste eleitoral em outubro FOTO: ESTELA SILVA/LUSA

O prognóstico sobre vencedores e derrotados nas autárquicas não oferece qualquer dúvida, mas as consequências para o país político revelam que os inquiridos estão divididos: Passos Coelho não deve demitir-se de primeiro-ministro para 46,7%, em contraponto com 45,9 % a defender a sua saída.

A leitura de contágio à legitimidade do primeiro-ministro no resultado das eleições autárquicas é sintomática ainda que o cenário de manutenção de Passos Coelho mereça uma ligeira vantagem: 0,8 pontos percentuais, o que, em termos práticos, é um empate técnico. De realçar 7,4 por cento "sem opinião".

De facto, as eleições autárquicas estão a ser encaradas pela classe política como um teste à governação ou à liderança de António José Seguro no PS. Dentro do PSD, há quem preveja um resultado tão mau ou pior para Passos como o da noite eleitoral de 16 de Dezembro de 2001 para António Guterres. Na altura, o então primeiro-ministro socialista anunciou a demissão na madrugada de 17 de dezembro. O PS perdeu quase todas as principais câmaras do País para o PSD nessa eleição.

Entre os sociais-democratas, a escolha de candidatos autárquicos só deve estar fechada em março, com o processo atrasado e vários potenciais concorrentes a procederem com muita cautela. Por exemplo, em Lisboa, Fernando Seara ainda não disse claramente se avança ou não.

FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 603 entrevistas efectivas: 293 a homens e 310 a mulheres; 145 no interior, 243 no litoral norte e 215 no litoral centro sul; 162 em aldeias, 207 em vilas e 234 em cidades.A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 6 a 9 de  Janeiro de 2013, com uma taxa de resposta de 82,3%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 603 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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