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Correio da Manhã

Política
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Engenharia militar vai ajudar o Líbano

A 14 de Outubro, o Exército português tem uma companhia de engenharia de reconstrução de infra-estruturas, com cerca de 140 homens, pronta para partir para o Líbano, onde integrará a Força Interina das Nações Unidas (UNIFUL). Sediada em Santa Margarida, perto de Abrantes, esta companhia vai ter uma participação orçamentada em 9,3 milhões de euros, 70 por cento dos quais pagos pela ONU.
31 de Agosto de 2006 às 00:00
Ontem, o Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), presidido pelo Presidente da República, decidiu “por unanimidade, dar parecer favorável” à participação de Portugal na força de paz da ONU. Ponderados “o risco, o custo e a relevância operacional, das três hipóteses em causa, foi escolhida aquela que ofereceu melhores condições a Portugal”, frisou ontem o ministro da Defesa.
Severiano Teixeira considerou que “esta opção tem um risco relativamente moderado, não é uma força combatente, tem um custo baixo, e está associada a uma alta visibilidade política”. Para o ministro da Defesa, “Portugal não podia deixar de estar presente [no Líbano], em primeiro lugar, por uma questão de segurança internacional, e, em segundo, por uma questão de interesse nacional”.
O Governo já informou o Departamento da Operação de Paz da ONU dos seus meios militares disponíveis para a missão e irá aguardar que lhe sejam fornecidas orientações. Certo é que os cerca de 140 homens da companhia de engenharia, que irá reconstruir estradas e pontes, integrará a terceira fase de operações, que começa no final de Outubro ou início de Novembro. Portugal passa a ter 877 militares em missões internacionais.
O CSDN aprovou também a redução da participação de militares em missões de paz internacionais. Por isso, segundo o ministro, “Portugal já manifestou interesse em reduzir a participação na Bósnia o mais rapidamente possível”. E a diminuição dos efectivos na República Democrática do Congo começa em final de Novembro.
A SOLUÇÃO MAIS BARATA
Ao enviar para o Líbano uma companhia de engenharia, composta por cerca de 140 militares, o Governo optou pela solução mais barata, já que, tal como revelou ontem o ministro da Defesa, vai custar apenas 9,3 milhões de euros (comparticipada a 70% pela ONU).
Segundo apurou o CM, se o Conselho Superior de de Defesa Nacional tivesse optado por enviar uma fragata com um helicóptero, o custo da missão seria de 28 milhões de euros. A decisão por uma companhia da Brigada Mecanizada do Exército custaria 26 milhões de euros. Assim, a solução não é só a mais barata mas também a que tem menos riscos, com a vantagem de ter maior visibilidade e, portanto, melhor imagem para Portugal.
À MARGEM
FAZER OBRAS
O chefe do Estado-maior do Exército, General Luís Valença Pinto é formado em Engenharia Militar, curso ministrado pela Academia Militar que permite aos licenciados fiscalizarem obras e participarem na concepção e/ou execução de projectos e estudos técnicos de obras e infra-estruturas.
MILITARES PARA TIMOR
Na reunião extraordinária do CSDN, e em resultado de uma solicitação das Nações Unidas, foi dado por unanimidade parecer favorável ao envio de seis militares para reforçar a componente militar da missão das Nações Unidades em Timor. Portugal tem neste momento 180 elementos da GNR, oito elementos da PSP e dois militares em Timor. Na semana passada, a ONU aprovou a continuidade da missão em Timor.
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