Escândalo de Tancos derruba ministro da Defesa do Governo

Azeredo Lopes apresentou a demissão do cargo, com o argumento de que é preciso proteger as Forças Armadas.
Por António Sérgio Azenha|13.10.18
José Azeredo Lopes não resistiu à polémica sobre a devolução simulada das armas roubadas nos paióis do Exército, em Tancos: esta sexta-feira, ao final da tarde, Azeredo Lopes apresentou a demissão do cargo ao primeiro-ministro. Para ocupar o cargo, circulam dois nomes: João Mira Gomes, atual embaixador de Portugal na Alemanha e ex-secretário de Estado da Defesa, e Ana Paula Vitorino, atual ministra do Mar.

Escândalo de Tancos derruba ministro da Defesa do Governo
Azeredo Lopes ficou numa posição política frágil desde que o major Vasco Brazão, ex-porta voz da Polícia Judiciária (PJ) Militar, disse, no âmbito do caso Tancos, que o ministro da Defesa terá sido informado da encenação para recuperar as armas roubadas em Tancos. Azeredo Lopes negou isso e reafirmou-o na carta de demissão apresentada ao primeiro-ministro.

Nessa carta, Azeredo Lopes justificou a demissão de forma simples: "não podia deixar que as mesmas Forças Armadas fossem desgastadas pelo ataque político ao ministro que as tutela." António Costa aceitou a demissão do ministro, pela sua "dignidade" e "honra" e preservação da "importância fundamental" das Forças Armadas.

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