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Correio da Manhã

Política
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Esquerda alinhada só treme quando o tema é a lei laboral

Rio e Cristas desvalorizam brilharete de Centeno. PCP e BE colam PSD e CDS ao PS no Código do Trabalho.
Diana Ramos 24 de Setembro de 2019 às 01:30
Foi o único debate televisivo que colocou frente a frente líderes dos seis partidos com assento parlamentar. Já não acontecia há 14 anos um debate com todos
Foi o único debate televisivo que colocou frente a frente líderes dos seis partidos com assento parlamentar. Já não acontecia há 14 anos um debate com todos
Foi o único debate televisivo que colocou frente a frente líderes dos seis partidos com assento parlamentar. Já não acontecia há 14 anos um debate com todos
Foi o único debate televisivo que colocou frente a frente líderes dos seis partidos com assento parlamentar. Já não acontecia há 14 anos um debate com todos
Foi o único debate televisivo que colocou frente a frente líderes dos seis partidos com assento parlamentar. Já não acontecia há 14 anos um debate com todos
Foi o único debate televisivo que colocou frente a frente líderes dos seis partidos com assento parlamentar. Já não acontecia há 14 anos um debate com todos
Foi o único debate televisivo que colocou frente a frente líderes dos seis partidos com assento parlamentar. Já não acontecia há 14 anos um debate com todos
Foi o único debate televisivo que colocou frente a frente líderes dos seis partidos com assento parlamentar. Já não acontecia há 14 anos um debate com todos
Foi o único debate televisivo que colocou frente a frente líderes dos seis partidos com assento parlamentar. Já não acontecia há 14 anos um debate com todos
Foi o único debate televisivo que colocou frente a frente líderes dos seis partidos com assento parlamentar. Já não acontecia há 14 anos um debate com todos
Foi o único debate televisivo que colocou frente a frente líderes dos seis partidos com assento parlamentar. Já não acontecia há 14 anos um debate com todos
Foi o único debate televisivo que colocou frente a frente líderes dos seis partidos com assento parlamentar. Já não acontecia há 14 anos um debate com todos
Foi uma esquerda alinhada com o PS que só deu sinais de tremer quando o tema foi a lei laboral. Aí, houve farpas para os socialistas e a tentativa de colar o PS ao PSD e CDS na aprovação às mudanças do Código do Trabalho. À direita, Rui Rio desvalorizou os dados do INE, que mostram um maior crescimento em 2017 e 2018, e Assunção Cristas atacou com as falhas no SNS.

Tanto o PSD como o CDS fizeram questão de sublinhar que só se abstiveram na votação da lei laboral, permitindo a Costa viabilizar as alterações, para não pôr em causa a concertação social.

"Para o PSD, isto foi um mal menor", disse o líder social-democrata, destacando que "as mudanças são mais do agrado da esquerda do que das entidades patronais". António Costa pegou na deixa e afirmou que, à esquerda, também "na generalidade da lei, seguramente [PCP e BE] estão a favor" das mudanças, destacando que bloquistas e comunistas só pediram a fiscalização ao Constitucional de dois pontos, um deles o alargamento do período experimental. Foi aí que Catarina Martins, do BE, se insurgiu: "A nossa diferença não é só num ponto."

Depois, foi a vez de PS, PCP e BE usarem os dados económicos para contrariar a direita. "Os senhores diziam que vinha aí a desgraça e afinal o impacto na economia foi positivo", atirou Jerónimo de Sousa, líder do PCP. "Se a direita já não tinha coragem de propor a reversão das medidas, o único argumento, que era a carga fiscal, fica agora mais difícil", enfatizou a bloquista. Cristas ripostou, insistindo que se mantém o "recorde da carga fiscal". "Centeno continua a bater recordes a Centeno e o pódio ninguém vos tira." André Silva esteve mais à margem do debate.

No final, a líder do BE mostrou-se zangada com Costa e revelou que em 2015 os dirigentes dos dois partidos se reuniram na manhã das eleições para acertar um entendimento. "Não se quebram pontes quando se querem construir pontes." Irritado, Costa não confirmou. "Nunca direi aos militantes do BE para votarem no PS", atirou o socialista.

FRASES DO DIA
"Um Governo PS/PSD só em condições absolutamente extraordinárias de calamidade nacional"
António Costa, PS
 
"O meu ‘Centeno’ é Joaquim Sarmento"
Rui Rio, PSD
 
"As pessoas querem pagar as suas rendas. O problema são as multas"
Catarina Martins, BE
 

"Os resultados de Centeno são bons, mas o caminho para lá chegar não é bom"
Assunção Cristas, CDS 

"A um posto de trabalho permanente tem de corresponder um vínculo efetivo"
Jerónimo de Sousa, PCP 

"O país está a desenvolver-se com mão de obra escrava"
André Silva, PAN

PCP diz ser o "pai" de passes baratos
O líder do PCP acusou esta segunda-feira o PS de querer assumir a "paternidade" da redução dos preços nos passes dos transportes públicos, lembrando que o PCP foi o único partido a integrar a medida no programa eleitoral de 2015.

O secretário-geral comunista esteve na estação de Santa Apolónia, em Lisboa, a ouvir as queixas dos trabalhadores. Jerónimo de Sousa dirigiu críticas ao PS mas também à direita: "PSD e CDS falam em investimento [nos transportes] sem corar de vergonha."

Guerra de Centenos e o poder do PS
O último frente a frente entre Riu Rio e António Costa tornou-se numa batalha sobre quem tem o melhor Centeno, ou seja, qual o melhor ministro das Finanças, se o próprio ou Joaquim Sarmento, nome escolhido por Rio para a pasta.

Num debate para as três rádios, foi o ‘familygate’ que aqueceu a discussão, com o líder do PSD a frisar que "o PS tem tendência para olhar para o Estado como dono disto tudo". O socialista não se ficou: "As suas proclamações de ética são à medida do freguês."

15 500 emigrantes enviaram voto
Mais de 11 500 emigrantes já votaram via postal para as Legislativas, segundo a secretaria-geral do Ministério da Administração Interna. Das 15 516 cartas com os boletins de voto já recebidas, a maioria é da Europa: 11 339 respostas. Da América chegaram 170, da Ásia e Oceânia cinco e de África duas.

Apenas 0,15% dos cerca de 1,4 milhões de eleitores portugueses no estrangeiro optaram pelo voto presencial nos consulados.

Arranque ainda a meio-gás
O porta-voz do Pessoas, Animais e Natureza (PAN) arrancou a campanha oficial a meio-gás, só voltando à rua na quarta-feira. Esta segunda-feira, André Silva passou o dia a preparar o debate televisivo entre os candidatos às Legislativas dos partidos com assento parlamentar. Esta terça-feira, o deputado do PAN só tem na agenda uma entrevista.

André Silva retoma a campanha de rua quarta-feira, com uma iniciativa no Alentejo, em Castro Verde, às 16h30.

BE quer planos de pagamentos de dívidas
A líder bloquista defendeu que o IHRU deve chamar os moradores de bairros sociais com dívidas para regularizar uma "situação impossível", resultante do aumento de rendas da anterior legislatura. O segundo dia de campanha foi dedicado à habitação.

O BE quer recuperar 100 mil casas e oferecer rendas a 300 euros.

Ataca falhas do governo no setor da saúde
A líder do CDS atacou os falhanços do Governo e visitou uma Unidade de Saúde Familiar (USF) em Lisboa, para provar que a promessa de acabar com os centros de saúde em prédios de habitação está por cumprir. "Este Governo incumpriu as promessas", disse, após uma visita à USF de Benfica.
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