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Correio da Manhã

Política

"Está para nascer um primeiro-ministro que enganasse tanto"

O líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, considerou esta quinta-feira que perante os dados mais recentes do INE "apetece dizer que ainda está para nascer em Portugal um primeiro-ministro que tivesse enganado tanto os portugueses".
31 de Março de 2011 às 16:06
Miguel Macedo afirma que dados divulgados pelo INE "são más notícias para os portugueses"
Miguel Macedo afirma que dados divulgados pelo INE 'são más notícias para os portugueses' FOTO: Manuel de Almeida/ Lusa

"Depois de serem conhecidos estes desgraçados resultados da governação socialista, apetece dizer, porque é isso que se passa, que ainda está para nascer em Portugal um primeiro-ministro que tivesse enganado tanto os portugueses", declarou Miguel Macedo aos jornalistas, no Parlamento.  

O social-democrata fazia alusão a esta frase de José Sócrates em Julho de 2009: "Digam o que disserem, ainda está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice".

Segundo Miguel Macedo, os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) "são más notícias para os portugueses" e mostram que o actual Governo do PS "humilhou o País nos mercados e na cena internacional", o que "é absolutamente imperdoável".  

O líder parlamentar do PSD referiu que "o INE reviu em alta todos os défices do Orçamento de 2007 para cá" e "reviu também em alta as previsões do Governo no que diz respeito à dívida pública".  

Miguel Macedo contestou ainda o que foi dito hoje pelo ministro das Finanças: "Não é verdade que as regras que agora determinam estas alterações tenham sido regras que  passassem a vigorar, como diz o Governo, a meio do jogo. Estas regras já existiam, o Governo ignorou-as, não quis tê-las em conta, e o resultado é que agora se descobre a verdade".
 
"O Governo fica com o resultado concreto da sua governação a nu. O Governo devia ter previsto esta situação quer no OE, quer no PEC. Não o fez, foi incompetente", acrescentou.  

Segundo Miguel Macedo, com os dados agora divulgados pelo INE, é revelado ainda que os prejuízos das empresas públicas de transportes "não estavam  reflectidos como já deviam nas contas públicas nacionais de acordo com as regras Eurostat".  

"A revisão que foi feita em alta também da dívida pública, no que diz respeito ao BPN e ao BPP, também é espelho da incompetência do Governo. O Governo deixou arrastar esta situação durante dois anos. Cavou mais fundo a situação que existia do BPN e do BPP. Nada fez em relação a esta matéria, depois de muitas vezes instado a dizer exactamente o que queria fazer. E  o resultado é este: nós hoje temos uma situação muito pior do que tínhamos há dois anos, que diz respeito ao BPN e ao BPP porque o Governo teve opções  erradas, teve uma estratégia errada e teve uma inércia que está a custar muito caro aos portugueses", sustentou.

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