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Correio da Manhã

Política

Estado avaliza 2500 milhões ao Metro

Cerca de 80 por cento do endividamento do Metropolitano de Lisboa, perto de 2,5 mil milhões de euros, estava protegido pelo aval do Estado em Dezembro de 2007. Só entre 2003 e 2007 foram pagos 435 ,6 milhões de euros de juros, 66 milhões menos do que o valor investido pela empresa no mesmo período de tempo.
28 de Abril de 2010 às 00:30
O Metro pagou mais de juros do que o que investiu em cinco anos (2003-2007)
O Metro pagou mais de juros do que o que investiu em cinco anos (2003-2007) FOTO: Pedro Catarino

As conclusões constam de uma auditoria divulgada ontem pelo Tribunal de Contas, que calcula o endividamento total do Metro em 3,1 mil milhões de euros.

O Estado é criticado pelo TC por não cumprir as suas obrigações, dando como exemplos a falta de 30,1 milhões de euros devidos pelo aumento do capital estatutário e não atribuir as indemnizações compensatórias nos prazos previstos. Por outro lado, recomenda o TC, o Estado deverá definir objectivos para a gestão e contratualizar o serviço público nesta empresa em falência técnica.

Entretanto, as borlas de transporte a funcionários, cônjuges, descendentes, reformados e ainda à Ferconsult (uma associada) custaram, segundo a auditoria, 1,5 milhões de euros, em 2008, um valor contestado pelo presidente da empresa.

Segundo o TC, a circulação gratuita estende-se a trabalhadores de empresas privadas de transporte, nomeadamente rodoviárias, unicamente devido a acordos.

Uma auditoria à Carris tinha concluído que as borlas custaram à empresa cerca de 5,6 milhões de euros, em 2007.

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