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Correio da Manhã

Política
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Estado deve 2,6 milhões em formação

O Governo acumula uma dívida, “por incúria”, de 2,6 milhões de euros em formação profissional dos agricultores, desde 2003. A acusação partiu ontem, à saída de uma audiência com o Presidente da República, do dirigente da Confederação Nacional de Agricultores (CNA). Armando Carvalho reclamou ainda que o Executivo de José Sócrates “demora” em querer discutir esta questão.
11 de Julho de 2006 às 00:00
Armando Carvalho considera as “dívidas, brutais, do Estado aos jovens agricultores” uma questão “algo escandalosa”. É que, segundo a CNA, o Estado não paga, desde 2003, a sua participação na profissionalização de jovens agricultores, tal como estabelece o Plano Integrado de Formação. São “largos milhares” de pessoas envolvidas, explicou o dirigente. Além das 24 associações que integram a CNA, estão em causa formadores e alunos dos cursos, desde há três anos.
Mas a audiência com Cavaco Silva foi principalmente marcada por preocupações com a agricultura familiar. Em particular, o regime de Segurança Social a que estão sujeitos. “Neste momento, há milhares de agricultores que não têm rendimentos que possibilitem continuar no regime de Segurança Social”, denunciou Armando Carvalho.
Para a subsistência da agricultura portuguesa, Cavaco Silva conheceu ainda as preocupações da CNA sobre o impacto que terá o próximo Quadro Comunitário de Apoio na agricultura rural. “O que queremos, de facto, é manter milhares de explorações agrícolas que, não sendo competitivas, têm que ser viáveis.”
As florestas e os incêndios preencheram ainda esta hora de audiência.
FARMACÊUTICOS NEGAM LÓBIS
O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF) negou ontem que haja algum lóbi contra a venda livre de medicamentos sem receita médica e frisou que a subida do preço dos remédios se deve a “aumentos na origem”, ou seja, nos fabricantes e distribuidores. À saída de uma audiência com o Presidente da República, e que durou pouco menos de uma hora, Aranda da Silva disse que as preocupações demonstradas a Cavaco Silva se prendem com a regulação dos farmacêuticos e a privatização do sector.
O bastonário escusou-se a comentar o conteúdo do encontro, apenas referiu que o Chefe de Estado “passou a conhecer alguns dos dossiês” da OF.
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