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Correio da Manhã

Política
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“Estaleiros de Viana foram alta corrupção”

Presidente da Empordef denuncia situações do foro criminal já comunicadas à Justiça.
Janete Frazão 28 de Fevereiro de 2019 às 08:45
Estaleiros Navais de Viana do Castelo viram ser duplicado o valor dos auxílios públicos. Caso denunciado na AR
Estaleiros em Viana do Castelo
Estaleiros Navais de Viana do Castelo
Estaleiros Navais de Viana do Castelo viram ser duplicado o valor dos auxílios públicos. Caso denunciado na AR
Estaleiros em Viana do Castelo
Estaleiros Navais de Viana do Castelo
Estaleiros Navais de Viana do Castelo viram ser duplicado o valor dos auxílios públicos. Caso denunciado na AR
Estaleiros em Viana do Castelo
Estaleiros Navais de Viana do Castelo
João Pedro Martins, presidente da Empordef – a holding do Estado na Defesa –, denunciou esta quarta-feira no Parlamento a existência de "alta corrupção" na extinta empresa Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

O responsável, que falava na Comissão de Defesa, deu conta de "muitas situações" de natureza criminal, "do passado e do presente muito recente".

Referiu, por exemplo, que "alguém mandou duplicar o valor do registo contabilístico dos auxílios de Estado" nos ENVC durante o governo PSD/CDS - na casa dos 300 milhões de euros – e que correspondia a uma "vantagem indevida" no capital social da empresa.

Recusando identificar o organismo ou o responsável pela decisão, João Pedro Martins observou: "Fiz o trabalho de casa e partilhei com quem tinha de partilhar [ministério ]. Os estaleiros de Viana foram alta corrupção."

O responsável denunciou ainda uma "descativação na conta de gerência de 2017" da Empordef de 35,3 milhões. "Não fui eu que pedi, nem o ministro." E revelou que em 2017 pediu uma "auditoria forense" à Inspeção-Geral das Finanças que foi recusada "por falta de meios".

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, afirmou esta quarta-feira desconhecer quaisquer irregularidades.

Extinção à vista com 13 milhões de euros em caixa
João Pedro Martins adiantou estar para breve o fecho definitivo da holding. Destacou, porém, que a Empordef dá dinheiro ao Estado, com 13 milhões em caixa e um saldo positivo entre ativos e passivos.

"O Estado vai ficar com ativos superiores ao passivo e depois fará o que entender", observou, sublinhando que a sua extinção traduz opções políticas e não o resultado das contas da Empordef.
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