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Este é o Relatório Anual de Segurança Interna de 2025 em 15 pontos

Documento foi entregue, esta terça-feira, na Assembleia da República.

01 de abril de 2026 às 13:48

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a 2025 foi entregue na terça-feira na Assembleia da República, com destaque para o aumento dos crimes de violação, extorsão sexual e homicídios.

Eis 15 pontos essenciais sobre o relatório:

Violação, extorsão sexual e homicídios

Na criminalidade violenta, os crimes que mais subiram foram os roubos a ourivesarias (+26,3%), resistência [às autoridades] e coação sobre funcionário (+15,8%), extorsão (+12,7%) e extorsão sexual (+6,8%).

O crime de violação (+6,4%) manteve a tendência de crescimento, com "o valor mais elevado da última década", com destaque para o aumento de 10,1% do homicídio voluntário consumado.

Crimes de ódio

Em 2025, os crimes de ódio aumentaram 6,7%, num total de 449 participações. O documento assinala o uso da internet e o recurso às redes sociais para a prática destes crimes, partilhando "conteúdos a incitar à violência, ameaçar, injuriar ou difamar indivíduos ou grupos em razão da sua raça, cor, origem étnica, religião, ou orientação sexual".

Menores e jovens em grupos de violência

Foram identificados mais menores e jovens adultos em grupos 'online' de matriz aceleracionista e neonazi, satânicos, 'incel' e niilistas ou pós-ideológicos e os utilizadores portugueses de canais de propaganda já não são apenas consumidores, mas sim "disseminadores de conteúdos violentos, de propaganda e de manuais que instigam atos de violência".

Terrorismo

A diminuição dos crimes de terrorismo foi de 29,4% face a 2024, permanecendo o terrorismo de matriz islamista "uma das maiores ameaças suscetíveis de se projetarem sobre Portugal".

Não foi detetado recrutamento para organizações terroristas, nem planeamento de atentados terroristas, mas foram sinalizados suspeitos que tiveram ligação com Portugal, como intenção de deslocação, utilização de documentos portugueses e contacto com portugueses.

Alvos de ciberespionagem

Os setores da energia, telecomunicações, saúde, educação e finanças têm sido os principais alvos de ciberespionagem e ciberataques em Portugal, sendo parte destes ataques apoiados pela Rússia, Coreia do Norte, China e Irão.

Imigração

Cerca de 23.000 imigrantes receberam notificação para abandonar o país, um aumento exponencial face a 2024, quando foram registadas 444 notificações. Aumentaram também em 251,3% os crimes relativos à imigração ilegal.

Ilícitos em ambiente escolar

O ano letivo de 2024-2025 registou 8.133 ilícitos, um aumento de 14,1% em relação a 2024. A maioria aconteceu dentro das escolas e os crimes mais registaram estavam relacionados com ofensas à integridade física, injúrias e ameaças, furtos, ofensas sexuais e roubos.

Criminalidade económico-financeira

O número de inquéritos aumentou 22%, mantendo-se a tendência de aumento acentuado do crime de branqueamento (42%), "detentor da maior proporção do total de infrações".

Pornografia de menores

Verificou-se um aumento expressivo, sobretudo relacionado "com a expansão das plataformas digitais" e com a "partilha de conteúdos ilícitos". Segundo o RASI, houve um "aumento significativo de vítimas menores coagidas à partilha de conteúdos autoproduzidos".

Droga apreendida

As apreensões de haxixe subiram 103% e as de cocaína 11,4%, mas verificou-se uma quebra de 33,37% em relação à heroína. Em 2025, o tráfico de droga "manteve-se em trajetória ascendente de elevada intensidade e sofisticação, com consolidação do país como porta de entrada relevante de cocaína na Europa".

Crimes informáticos

O aumento foi de 13,4% e o crime de falsidade informática foi o que mais subiu (29,1%), seguido do crime de acesso indevido ou ilegítimo (8,4%). As burlas, fraudes e acesso ilegítimos a contas têm vindo a crescer, assim como o uso de inteligência artificial.

Criminalidade rodoviária

Estes crimes aumentaram 24% face a 2024, com maior incidência nos distritos de Lisboa, Porto, Setúbal, Aveiro e Faro e, em termos gerais, aumentou a condução sob efeito de álcool, a condução perigosa, a condução sem habilitação e baixou bastante a ofensa à integridade física por negligência em acidente de viação.

Furtos por carteiristas

Registaram-se 7.443 ocorrências, um aumento de 7,7% face a 2024. A maioria dos casos aconteceu em Lisboa e no Porto, em locais com mais gente, como transportes públicos e zonas históricas ou turísticas.

Criminalidade grupal e delinquência juvenil

Estes crimes diminuíram pela primeira vez desde a pandemia, mas repetiram-se as dinâmicas de anos anteriores, como a rivalidade entre grupos de diferentes zonas, com maior expressão na Área Metropolitana de Lisboa e distrito de Setúbal.

Violência doméstica

Manteve-se o padrão de maioria de vítimas mulheres e maiorias de agressores homens e foram feitas 29.644 participações, o que representa uma redução de 577 casos em relação a 2024.

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