Eurico de Melo possuía “invulgares capacidades”

O Presidente da República lamentou esta quarta-feira a morte do antigo vice-primeiro-ministro e ex-dirigente do PSD Eurico de Melo, considerando que possuía "invulgares capacidades intelectuais e humanas" e que "dignificou" Portugal nos cargos que exerceu.
01.08.12
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Eurico de Melo possuía “invulgares capacidades”
Cavaco Silva destacou o "cidadão livre que amava o seu país" Foto Bruno Colaço

"Como governante, dignificou o Estado português no exercício dos mais altos cargos da nossa República democrática. Foi um cidadão livre que amava o seu país. Portugal deve-lhe muito e ficou mais pobre com a perda da sua lucidez serena. Todos sentiremos falta da presença do engenheiro Eurico de Melo, uma voz de sensatez e um modelo de dignidade", escreveu Cavaco Silva numa mensagem de condolências à família de Eurico de Melo, que morreu hoje, aos 86 anos, no Porto.

O Presidente da República destaca, no mesmo texto, que Eurico de Melo, que foi vice-primeiro ministro e ministro da Defesa num Governo liderado por Cavaco Silva, se distinguiu "pela fidelidade aos princípios em que acreditava e pela firmeza das suas convicções".

"Personalidade do Norte, permaneceu sempre ligado às raízes de onde provinha, mesmo quando a sua figura de homem público alcançou projecção nacional e suscitou a admiração e o respeito dos portugueses, especialmente dos que tiveram o privilégio de o conhecer de perto. Nunca se deixou ofuscar pelo brilho da sua inteligência, pelas suas invulgares capacidades intelectuais e humanas e pelo seu extraordinário dinamismo", escreve Cavaco Silva.

"Nesta hora, conforta-nos apenas saber que contaremos sempre com a luz inesquecível do seu exemplo", conclui o PR.

O antigo vice-primeiro-ministro e antigo ministro da Defesa e da Administração Interna morreu esta madrugada, aos 86 anos, no Porto, disse à Lusa fonte partidária.

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1 Comentário
  • De Armando Madureira01.08.12
    Na minha opinião, tanto elogio a um conivente pela desgraça a que chegamos - Falência do Estado, só pode ser entendida como tentativa de branqueamento e expiação, perante o povo Português.
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