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Artigo exclusivo

Ex-presidente da Câmara de Castelo Branco alega desconhecer lei em negócios de família

Autarca que perdeu mandato por ordem judicial começou a ser julgado por prevaricação.

19 de novembro de 2020 às 01:30

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Luís Correia, ex-presidente da Câmara de Castelo Branco
Luís Correia, ex-presidente da Câmara de Castelo Branco Nuno André Ferreira
Hortense Martins,esposa do ex-autarca e deputada do PS na Assembleia da República
Hortense Martins,esposa do ex-autarca e deputada do PS na Assembleia da República Manuel de Almeida / Lusa
Luís Correia
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Em causa estão 16 contratos assinados entre 2013 e 2016 com a empresa Strualbi, na qual o pai do ex-autarca tem uma participação superior aos 10% permitidos por lei. E outros três contratos assinados com a Investel, na qual o sogro detém 74% do capital social. O ex-autarca, bem como o pai, Alfredo Correia, e o empresário Eugénio Camelo, outro sócio da Strualbi, são arguidos no processo. Todos alegaram desconhecer a lei que impedia a câmara de contratualizar com a empresa. O ex-autarca alegou que eram os serviços técnicos que efetuavam a seleção das empresas contratadas e que raramente interferia.

Outra polémica envolve também o ex-autarca: Luís Correia e a mulher, Hortense Martins, deputada do PS, lucraram 525% com um terreno que estava sinalizado para a construção de uma subestação da REN. Segundo o ‘Público’, em 2004 compraram o terreno por 9975 euros e no ano seguinte venderam-no por 62 350 euros.

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